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Plasma ou LCD? Vídeo-componente ou HDMI? Solucione dúvidas e saiba o que valorizar na hora de comprar sua TV flat de última geração
No concorrido segmento dos televisores, a última palavra em tecnologia são os aparelhos com telas finas, as chamadas TVs flat, com displays de plasma ou LCD de apenas alguns centímetros de espessura.
Cada cada vez mais populares, estes verdadeiros objetos de desejo já foram mais caros. Mesmo assim, ainda estão longe de ser itens considerados baratos.
Antes de sonhar com uma TV fininha pendurada na sala de estar, certifique-se de suas características e diferenciais.
Você vai encontrar a seguir, informações que vai ajudar a eliminar as dúvidas recorrentes entre consumidores.
Panorama geral
Atualmente, existem dois tipos distintos de TVs flat: de plasma e de LCD. Estas tecnologias possibilitaram a existência de equipamentos finos, relativamente leves e com grandes áreas de exibição.
Contudo, as semelhanças param por aí e as diferenças devem ser levadas em conta antes de o consumidor optar por uma delas.
- Plasma
Todos os displays de plasma são de formato wide, mais retangular, similar ao utilizado no cinema, e praticamente todos os modelos de TVs de plasma oferecem resolução HDTV.
Os tamanhos das telas começam em 37 polegadas e podem chegar a 103 polegadas. Porém, os mais comuns ficam entre 42 e 63 polegadas.
Os preços, nos Estados Unidos, começam em mil dólares e podem ultrapassar 15 mil dólares. No Brasil, os modelos mais em conta custam cerca de 5 mil reais.
Em qualquer situação, vale a regra: paga-se mais por imagens melhores. Por isso, não esper que um televisor de 5 mil reais possua a mesma qualidade de imagem de um mais bem caro.
Em geral, os modelos mais acessíveis quase sempre têm menor taxa de contraste e resolução menos caprichada de cores escuras, como cinza e preto, exibindo imagens com menor detalhamento.
Um outro agravante: este equipamento fará um trabalho pior na hora de melhorar a imagem de DVDs e programas de TV de definição-padrão para sua resolução nativa. O resultado são imagens que parecem mais granuladas e esmaecidas do que seriam com um processamento mais requintado.
Os modelos mais caros televisores de plasma (qualquer que seja o tamanho da tela) costumam ser os de 1080p, que oferecem resolução de 1920 por 1080.
No caso do esquipamentos com resolução menor do que essa, a melhoria na qualidade da imagem é uma combinação entre o tamanho da tela e da distância a que é visualizada.
Da mesma forma que os monitores CRT, as TVs de plasma usam o fósforo para gerar luz. Isto quer dizer que ele também está sujeito a se "apagar".
Se uma imagem estática é deixada muito tempo em exibição (como um banner ou um logotipo de uma rede televisiva), pode ser ela que não desapareça quando a imagem mudar.
Felizmente, este risco pode ser minimizado com a regulagem de contraste, brilho, cor e nitidez em níveis mais baixos – normalmente, elas vêm de fábrica com esta regulagem em valores muito altos.
Outra medida é esticar a imagem que está em formato quadrado para o padrão 16:9.
Para driblar o problema, muitos equipamentos já utilizam sistemas que movem continuamente a imagem na tela, de forma imperceptível, para prevenir estas “cicatrizes”.
- LCD
Os tamanhos dos monitores LCD vão de modelos de 15 polegadas, mais designados ao uso com computadores, a modelos de 65 polegadas e telas wide.
Em tamanhos de tela inferiores a 42 polegadas, os preços dos TVs de LCD chegam perto e ficam pouco acima de alguns modelos de TVs CRT.
Seus preços são mais atraentes que os de TVs de plasma abaixo de 50 polegadas. Para tamanhos maiores do que estes, entretanto, LCDs costumam ser mais caros.
Em matéria de imagem, apesar dos progressos implementados, os LCDs ainda tendem a oferecer menor taxa de contraste do que os TVs de plasma, principalmente devido à dificuldade em reproduzir tons de preto e cinza-escuro.
Além disso, podem ter tempos de resposta mais lentos, que podem produzir efeito de “rastro”, principalmente em filmagens de esportes.
Os fabricantes de LCD já fizeram melhorias nestas ressalvas, acelerando o tempo de resposta e, mais recentemente, introduzindo modelos high-end que atualizam o display 120 vezes por segundo, em vez de 60.
Em geral, os LCDs são alguns centímetros mais grossos que monitores de plasma e tem ângulos de visualização um tanto mais restritos.
Imagens exibidas por TVs de plasma (como no CRT) são mais facilmente visualizadas e não são alteradas quando vistas por ângulos laterais.
Por outro lado, LCDs são imunes ao mencionado efeito de “cicatriz”, menos afetados por ambientes sob forte iluminação, e geralmente contêm mais funções encontradas em televisores convencionais.
São mais silenciosos: o LCD gera menos calor do que as TVs de plasma, dispensando coolers barulhentos.
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