[ Dicas ]
Eduardo Constança, responsável pela área de Tecnologia da Informação da Greenpeças – Indústria de Peças e Equipamentos, localizada em Campinas (SP), enviou um e-mail destinado à seção PCWorld@Work solicitando ajuda para o dimensionamento de uma rede sem fio que deseja implementar em sua empresa.
Ele explica que a idéia é oferecer acesso wireless a dois galpões, distribuídos em um terreno de 24 metros por 6 metros (144 m2). Em um dos galpões estão localizados o ponto de entrega da conexão banda larga; o servidor da rede, que também tem a função de servidor de dados, de web e de correio eletrônico; e o switch, de onde saem os cabos que ligam 20 estações de trabalho. Constança deseja substituir esta rede local cabeada por outra sem fio e, para isso, quer saber o que precisa levar em conta em termos de equipamentos e que cuidados devem ser tomados com relação à segurança.
A preocupação da Geenpeças em levantar informações que ajudem a definir a solução que melhor se encaixa às suas necessidades é digna de mérito. Não raro, um grande número de empresas de pequeno porte resolve migrar para redes wireless e acabam enfrentando problemas que não existiam anteriormente. Entre os mais comuns estão queda no desempenho da rede e, principalmente, segurança, como já prevê Constança.
Guilherme Lopes Morais, da Hadron – Integração de TI, diz que o erro mais comum é supor que a simples substituição dos cabos pelo acesso sem fio dará aos usuários a mesma capacidade que possuíam antes. “Se o acesso das estações se restringe ao uso do e-mail, navegar na internet e pouco tráfego de dados na rede, uma rede wireless pode ser usada sem problemas”, diz Morais.
Entretanto, para usuários que demandam acesso em maior volume a informações que estão no servidor, para acesso a sistemas de gestão, emissão de notas fiscais, consultas a estoque, entre outros, as topologias de redes wireless no padrão 802.11(a/b/g) – as mais comuns e também chamadas redes Wi-Fi, operando até 54 Mbps, tendem a criar um gargalo.
“Há duas soluções possíveis para o problema. A primeira consiste em utilizar um roteador sem fio padrão 802.11n, cuja taxa de entrega de banda, nos PCs, se aproxima ao obtido nas LANs tradicionais”, compara Morais. Só que o padrão ainda não foi homologado e pode haver incompatibilidade entre equipamentos de fabricantes diferentes. Embora o preço desses equipamentos esteja em queda, o custo do cartão que precisa ser instalado nas estações (cerca de 200 reais) ainda assusta.
A segunda alternativa, segundo o especialista, é fazer uma rede mista. Nesse caso, mantêm-se conectados à LAN já existente os PCs que exigem carga de dados maior. Os demais equipamentos podem acessar a rede wireless que será criada.
Dimensionamento
Feitas essas ressalvas, o especialista da Hadron informa que o projeto da Greenpeças é considerado de baixa complexidade e não deve enfrentar barreiras. Dada a pequena dimensão da área que deve ser coberta pela rede sem fi o, um único roteador, bem posicionado, deve dar conta do recado. “Divisórias de madeira ou drywall e mesmo paredes comuns, em uma área desta dimensão, não costumam ter influência direta na propagação do sinal da rede”, explica Morais. Em contrapartida, deve-se evitar instalar o equipamento próximo a fontes de energia eletromagnéticas, como por exemplo, reatores utilizados por lâmpadas fluorescentes, muito comuns em escritórios e fábricas.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
Dicas MAIS RECENTES
Dicas MAIS LIDAS
Publicidade




