[ Dicas ]
O roubo de computadores que continham dados sigilosos e que foi comunicado ontem pela Petrobras trouxe à tona uma antiga discussão: a proteção do que realmente é importante na tecnologia: as informações.
Muito se tem feito para proteger os PCs e as redes das empresas das pragas virtuais e do ataque de crackers, mas a segurança física nem sempre recebe a atenção devida.
De acordo com o Edison Fontes, professor de MBA em Segurança da Informação da Fiap, a empresas, profissionais liberais e até os usuários finais dão especial atenção à parte mais tangível da TI, ou seja, os equipamentos. “A preocupação geral é com o mais palpável, ou seja, o desktop, os notebooks e as mídias [de armazenamento] e acaba-se esquecendo do conteúdo, do que está guardado lá”.
Para evitar surpresas desagradáveis, Fontes diz que é preciso se preocupar com a segurança em ‘360 graus’, ou seja, cuidar não só do aspecto físico (equipamentos), mas também da parte lógica (rede e comunicação), do acesso e, principalmente da informação, que para a maior parte das empresas e pessoas é o bem mais importante e cujo valor é difícil avaliar.
Principais riscos
O acesso indevido à informação, seja por funcionários da empresas, por trabalhadores terceirizados ou mesmo por fontes externas deve ser avaliado com muito cuidado.
“O acesso indevido e válido, ou seja, aquele que é feito por alguém que possui o acesso a uma determinada informação, mas que não deveria, é um dos principais problemas”, ressalta Fontes, da Fiap.
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