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Tome cuidado ao usar pilhas ou baterias remanufaturadas

Fernando Petracioli, especial para PC World
22-08-2008

Saiba quais são os riscos de usar baterias e pilhas reutilizadas, e qual a destinação adequada a ser dada para elas.

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Esse tipo de substituição acarreta dois problemas iniciais. O primeiro deles está relacionado ao seu bolso: o usuário paga por um produto que certamente irá durar menos do que um novo e sem uso.

O segundo problema ocorre, explica o professor Hauch, quando o usuário mistura uma pilha nova com uma remanufaturada para fornecer energia a um eletrônico. Tal ‘mescla’ irá forçar e diminuir a vida das pilhas boas, garante o professor.

Ainda assim, esses são problemas menores, se comparados ao que está relacionado ao chip de segurança.

Como a intenção num remanufaturamento em geral é economizar, dificilmente esse elemento será trocado, já que a maior parte do custo da bateria vem deste componente.

Acontece que o chip de segurança, como qualquer outro componente eletrônico, tem um tempo de vida útil determinado. Passado esse período, ele deixa de oferecer a segurança para a qual foi projetado, e o risco do superaquecimento e explosão quando recarregarmos essas pilhas remanufaturadas aumentam.

Destinação adequada
Todo mundo tem aqueles eletrônicos antigos com suas respectivas baterias que não funcionam mais. Saiba que não se pode, simplesmente, jogá-los no lixo: algumas pilhas e baterias são compostas por metais pesados altamente prejudiciais ao corpo humano.

De acordo com Luis Fernando Novazzi, professor de engenharia ambiental da FEI, os elementos mais perigosos são chumbo, mercúrio e cádmio, que se acumulam no organismo e podem causar problemas como esterilidade, disfunções em órgãos e ataques ao sistema nervoso.

Assim, o descarte desse tipo de material não pode ser o lixo comum, sob risco de contaminação do solo e da água (rios e lençol freático) com essas substâncias nocivas.

O encaminhamento adequado, segundo Novazzi, deve ser dado pelo próprio fabricante. Cada tipo de metal tem um tratamento diferente, mas em termos gerais, todos eles devem passar por um processo que os separa dos outros componentes da pilha e lhes dá outro destino, com uma nova utilização para cada material.

Com base nisso, a resolução 257 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) obriga as fabricantes de pilhas e baterias que contenham esses metais a disponibilizarem postos de coleta para os usuários.

Além disso, limita a quantidade desses metais na composição das pilhas e proíbe destinações inadequadas para esses materiais - como queima a céu aberto ou lançamento em praias e esgotos.


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      1 comentário(s)
      Destinação Adequada
      Até hoje nunca vi um posto de coleta para estas pilhas e baterias. Se existe uma determinação que obriga as fabricantes de pilhas e baterias a disponibilizarem postos de coleta para os usuários, porque algum órgão responsável não faz isso valer?
      O que parece , é que quase ninguém se importa apesar de ter consciência de que o prejuízo para o meio ambiente é grande. E é claro que se as empresas que fabricam estes produtos tiverem que gastar para dar uma destinação correta para os mesmos, este custo será repassado para nós no final. Mas vai chegar um momento em que isto não vai mais poder ser ignorado, e aí teremos que remediar, como sempre acontece.
      Fernando Mateus - 23 Ago 2008, 19h04
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