[ Dicas ]
O termo ainda passa um certo ar de ficção científica, mas os benefícios são bem reais. A virtualização garante às empresas de qualquer porte uma economia expressiva nos gastos com equipamentos de tecnologia, suporte e energia elétrica, entre tantos outros benefícios.
Isso porque ela permite ao gestor de TI particionar a capacidade de processamento de um servidor, dando a cada uma dessas partes a função de um desktop – ou de um servidor – distinto. Dessa forma, no lugar de manter, por exemplo, 40 computadores sustentados por cinco servidores, a companhia pode, com base em uma solução de software, virtualizar essas máquinas, consolidando, conforme a demanda de cada servidor e usuário, os desktops em apenas uma máquina.
Ao adotar esse modelo, as empresas evitam manter servidores com
capacidade ociosa, reduzem o número de desktops tradicionais e, mais do
que isso, conseguem melhor administrar o parque de máquinas, já que
elas passam a ser centralizadas em um mesmo hardware.
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Para o usuário, nada muda. Ele, através da rede corporativa, acessa, com login e senha, a sua máquina virtual, que pode ser menos sofisticada (e mais barata) porque os aplicativos estão, na realidade, sendo processados lá no servidor, e não na máquina de fato.
“É uma tecnologia democrática, que veio para ficar, inclusive nas pequenas e médias empresas’, avalia Reinaldo Roveri, gerente de análise de mercado da IDC Brasil. Segundo ele, entre 20% e 30% das pequenas, médias e grandes empresas no Brasil já experimentaram algum tipo de virtualização. Quando consideradas somente as grandes corporações no País, o índice chega a 60%.
Mais do que simplesmente remover recursos para tornar suas ferramentas mais baratas, os fornecedores adequaram suas soluções. “A virtualização começou muitos anos atrás, nos mainframes. Era um conjunto de hardware e software, inviável para as pequenas empresas, que permitia um nível superior de serviços às grandes corporações”, lembra Marcelo Okano, consultor de TI especializado em virtualização.
Inicialmente atraídas especificamente pela redução de custo, as pequenas e médias empresas agora também começam a entender os demais benefícios por trás da virtualização. A economia, de acordo com especialistas, está no fato de melhor aproveitar o hardware.
“Normalmente as empresas têm, em média, apenas 20% do potencial do servidor utilizado, exatamente porque compram o hardware com base no pico (situações em que os sistemas demandam a mais alta capacidade)”, contabiliza Alexander Moraes, gerente de marketing do Windows Server System.
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