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[ Dicas ]

Cuidados a tomar quando for preciso trocar a placa-mãe do PC

Monica Campi, da PC World*
10-07-2009
*com a colaboração de René Ribeiro

Saiba que motivos podem exigir a substituição da motherboard, como escolher uma nova e cuidados no manuseio dos componentes.

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

placa-mae-150.jpgSem entrarmos no mérito da verdadeira função do processador em um computador, podemos dizer que  placa-mãe é o principal componente de um PC.

Ela é a responsável por interconectar todos os demais componentes e deve ser capaz de fazer isso harmoniosamente. E apesar desse papel de destaque, este componente raramente precisa ser trocado. Mas eventualidades acontecem e ela pode queimar.

Isso pode ocorrer principalmente com os reguladores de tensão e capacitores que ficam próximos do conector de alimentação da motherboard, pois recebem diretamente a tensão da fonte tendo uma maior probabilidade de queimar. Mas isso é raro e só costuma ocorrer no caso de componentes de baixa qualidade.

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Quando o PC pifa, identificar o item problemático não é tarefa fácil. Pode ser um componente qualquer, como a CPU ou ventoinha, ou mesmo a placa-mãe. Falha em qualquer deles pode fazer o equipamento travar ou não carregar o sistema operacional. Nessa situação, o melhor a fazer é levá-lo para uma assistência técnica para saber o que está errado com ele.

Outro cenário seria substituir a placa por uma mais robusta, que aceite uma nova CPU, mais memória ou placas de vídeos. Esse tipo de upgrade só é aconselhável para aqueles que realmente necessitam, sem contar que o auxílio de um técnico é mais do que indicado, pois não se trata apenas de retirar a placa e substituir por outra.

Componentes
Escolher uma nova placa requer muitos cuidados, em especial a compatibilidade de  três componentes fundamentais: processador, memória e placa de vídeo (caso possua uma).

O ideal, em caso de queima da motherboard, seria procurar uma placa igual ou semelhante. “É primordial encontrar uma placa que possa reaproveitar principalmente o processador, mesmo sendo antigo já que ele é um dos componentes mais caros de todo o hardware”, afirma Marcelo Martins, diretor da MSI Computer no Brasil.

Como a CPU é a peça mais importante nessa troca, é necessário checar se há suporte para ela na nova placa. Isso porque a arquitetura de construção das placas-mãe é diferente de uma marca para a outra.

placa-topview.jpg

Detalhe dos conectores (rede, áudio, USB, etc), localizados na parte traseira da placa-mãe; dependendo da placa, é possível aumentar a quantidade de conectores

Ou seja, uma placa desenvolvida para processadores da Intel, não irá aceitar um componente da AMD ou da VIA. Outro detalhe a se considerar é a tensão do processador. Vale conferir no site de fabricantes de placas-mãe, como a MSI, Gigabyte, ECS e Asus, e checar exatamente os tipos e modelos dos componentes que as placas suportam.

Mas esse cuidado não vale apenas para a CPU. A memória RAM também merece atenção. Antes de comprar uma placa nova é preciso checar o tipo de memória que você possui (DDR2, DDR3), a menos que queira atualizar todos os componentes da placa.

Softwares
Alguns aplicativos disponíveis na internet ajudam a obter as informações sobre o seu sistema, caso seu problema não seja uma placa-mãe queimada, claro. Mais simples que navegar pelo BIOS, esses programas informam até dados do seu monitor.

Quase todos estão disponíveis em versões gratuitas, embora alguns tenham limitações nesta versão.O melhor é usar pelo menos dois deles, para comparar os resultados obtidos e também assegurar-se de ter todas as informações em mãos.

O Everest e o Sandra são um dos mais conhecidos e possuem versões Pro. PC Wizard, HWInfo 32 e System Information também são ótimos aplicativos que trazem informações como modelo, frequência do processador, da memória RAM, quantidade de memória cache, modelo do monitor, modelo e velocidade do HD e todas as informações do seu sistema que serão necessárias para a escolha da nova placa-mãe.

Tipos de placas-mãe
Mas se a sua opção for fazer um upgrade em sua placa, saiba que existem muitos tipos no mercado, divididas em três categorias: placas de entrada, middle e high-end. A diferença principal entre elas fica no tipo de chip gráfico disponível. As de entrada já possuem chip gráfico onboard e tem um desempenho mais modesto, aceitando em  geral dois pentes de memória.

As placas middle-end não possuem chip gráfico onboard, mas aceitam até uma placa aceleradora gráfica mais potente que rode alguns jogos e tem um desempenho gráfico melhor que as placas de entrada.

placa_450.jpg

Vista geral de uma placa-mãe de alta performance: parte amarela redonda é o soquete para o processador; em amarelo e vermelho, suportes para até 4 pentes de memória

Já as placas high-end são mais poderosas, voltadas a quem realmente precisa de muito desempenho. Elas não possuem chip gráfico onboard, mas aceitam mais de uma placa aceleradora gráfica - há modelos que suportam até quatro placas -, oferecem opção de crossfire ou SLI (para combinar a performance das GPUs, dependendo do tipo de placa usada), alto desempenho e ainda possibilidade de realizar overclock.

Verifique se a placa escolhida irá encaixar nos moldes do seu gabinete. A menos que tenha conhecimentos profissionais, é altamente recomendado que peça ajuda a um técnico. Caso contrário pode acabar com uma placa que não cabe no gabinete. Cheque  também se a posição dos conectores de rede, USB e saída de som são compatíveis com os respectivos recortes do gabinete que se tem.

Cuidados a tomar

Antes de trocar sua placa por uma nova é preciso ter alguns cuidados básicos. Assegure-se de estar aterrado, para evitar que a energia estática danifique a CPU.

O encaixe da placa-mãe no gabinete merece atenção, para evitar que os pinos do circuito da placa (localizados na parte de baixo) toque partes metálicas, causando curto-circuitos.

placa-process_580.jpg

Detalhe da ventoinha e do dissipador, que ficam acima do processador. À esquerda (em azul) pentes de memória RAM.

O processador e a memória precisam de cuidados para serem manuseados. O processador deve encaixar embaixo de uma peça formada por uma ventoinha e um dissipador.

Para ajudar na transferência de calor é indicado utilizar uma pasta térmica sobre o processador evitando que aqueça mais. Uma boa camada dessa pasta sobre o processador e encaixando a peça com o dissipador por cima, cria-se quase uma base isolante térmica importante.


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      4 comentário(s)
      Aqui se faz aqui se paga
      Guilherme, você reclama do autor, e escreve uma pérola dessas "A placa de vídeo que aparece nas images possui 3 slots PCI....."
      Marcus - 14 Jul 2009, 12h08
      O.o
      A placa mãe da imagem realmente aceita 3 placas de vídeo (me refiro a capacidade de "encaixa-las", não de funcionarem)... se forem PCI! O.o Até mesmo 4... se forem 3 que usem PCI e uma que use o PCi Express 16x (novamente me refero apenas a capacidade de encaixa-las).
      Além de, praticamente, não serem mais usadas, alguém já viu 3 placas de vídeo PCI trabalhando em conjunto? Eu nunca... se for possível me avisem.
      Outra coisa: não existe só CrossfireX (ATI), existe SLI também (nVidia)...
      A placa de vídeo que aparece nas images possui 3 slots PCI, 2 PCI Express 1x e apenas 1 PCI Express 16x, logo, considerando as placas de vídeo mais atuais, ela só suportaria uma, é claro, no PCie de 16x.

      Também concordo com os demais comentários...

      Desculpe-me se estou sendo rude, mas recomendo que procure saber mais sobre assunto. Há alguns erros em outras informações que você passou neste artigo, mas os que mais me "surpreenderam" foram os sobre as placas de vídeo. Creio que na redação da PC World tenho algum técnico de plantão; recomendo, então, que chame-o e peça para que ele lhe ajude a corrigir o artigo, pois, além de ter faltado algumas informações, há coisas erradas.
      Guilherme - 12 Jul 2009, 14h53
      Uma pequena dica
      Na verdade o mais importante ao comprar uma placa é observar se o soquete da placa mãe é compatível com o soquede do processador. A "voltagem" consumidada pelo processador não é algo relevante, pois se o processador for compatível com a placa-mãe, a mesma aceitará o processador sem problemas referentes a alimentação.
      Fagner F - 11 Jul 2009, 22h49
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