É o que mostra um estudo divulgado pela empresa de segurança Finjan, que monitorou o uso por bandidos do pacote de ferramentas MPack
É o que mostra um estudo divulgado pela empresa de segurança Finjan, que monitorou o uso por bandidos do pacote de ferramentas MPack
Cuidado ao realizar transações online. Os criminosos virtuais trabalharam bastante no mês de julho. É o que mostra um estudo que acaba de ser divulgado pela empresa de segurança Finja.
Os especialistas da companhia monitoraram as atividades de 58 grupos de criminosos que utilizaram o pacote de ferramentas conhecido como MPack para realizar ataques virtuais em vários países, com o objetivo de roubar dados pessoais como senhas bancárias. Segundo a Finjan, mais de 500 mil tentativas de infecção tiveram sucesso.
Identificar a presença dos invasores criado pelo pacote MPack é muito difícil, já que ele também permite inserir rootkits no sistema, recurso utilizado para camuflar a ação do invasor. Os dados roubados são enviados via SSL (secure communication channel), o que também dificulta a identificação.
Para piorar a situação, um teste realizado no dia 29 de julho com cerca de 30 ferramentas de proteção, como antivírus e spyware, mostrou que apenas três delas conseguiam identificar a presença de programas nocivos criados pelo MPack.
A tática usada pelos criminosos nestes ataques consiste em se aproveitar de vulnerabilidades encontradas em sites legítimos (seus donos nem sabem que as páginas estão contaminadas) para inserir códigos nocivos.
Ao visitar um endereço na internet infectado, o internauta recebe pragas virtuais, que são capazes de baixar outros malwares. Esse invasores ficam esperando que a vítima entre em seu internet banking para exibir uma página falsa, capturar os dados e depois redirecionar a vítima para o site verdadeiro da instituição bancária.
Para evitar problemas, a Finjan recomenda que os internautas desconfiem da solicitação de dados que não são geralmente pedidos pela instituição no acesso ao internet banking (na dúvida entre em contato com seu banco). Além disso, sugere que tenham softwares de proteção atualizados, com a capacidade para verificar o sistema em tempo real.
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