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Então o que faz uma espécie depois de deixar para trás suas origens primitivas e subir na escala evolutiva até conquistar o mundo? Ir para o espaço, é claro. A fase espacial, que é o final do game, é onde está o filé do Spore. Após se tornar soberano do seu planeta, você vagueia pela galáxia em uma nave – projete a sua ou use uma feita pela Maxis ou outros jogadores- em busca de pequenas metas pré-definidas. Siga em missões para eliminar planetas, colônias e buscar espécies individuais, mas isso tudo é opcional.
Aqui está o que foi tão dito nos previews do Spore. As missões são desnecessárias e só servem para encher seus cofres com consertos para a nave e adicionar novas partes. Existe muito a explorar ao chegar ao centro da galáxia Spore, o que leva semanas: são milhares e milhares de sistemas solares entre seu planeta natal e o centro. Ver cada um leva muito tempo.
E tem ainda o lado social do game. Por padrão, todas as criaturas que você acessou desde o começo do jogo foram projetadas pelos criadores do game. Entretanto, cada jogador pode contribuir para o índice de criaturas chamado Sporepedia. E com inúmeros jogadores enviando seus projetos, a galáxia compartilhada vai ser preenchida com inúmeras novas criações.
Após passar algum tempo com o game, cheguei à conclusão de que o Spore não é algo que todos vão concordar. Não há dúvidas de que muitos gamers vão odiar as fases iniciais por serem muito simplistas. Embora os estágios individuais sejam interessantes, não são tão cheios de recursos como pensamos que eles seriam. Mas tenho certeza de que alguns jogadores vão gostar de cara do seu modo único de jogabilidade fácil. No geral, o Spore cumpre sua missão e, embora tenha algumas falhas, quem gosta deste estilo de jogo vai encontrar muitas razões para se viciar nele.
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