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Gates e Steve Jobs: o que seria de um sem o outro?

Henrique Martin, da Macworld
23-06-2008

Relação de amor e ódio entre Microsoft e Apple envolve processos, acordos e dinheiro em troca de tecnologias.

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Mas estes são  percalços históricos. Com o avanço da plataforma Windows no mundo dos PCs e o declínio da Apple no mercado de desktops - onde sobreviveu por conta da revolução do desktop publishing -, dava a impressão que Bill Gates tinha ganho a guerra.

Não é bem assim. A Apple caiu em uma época em que Steve Jobs estava distante da companhia (e enquanto isso criava a Next e investia na Pixar). Jobs voltou em 1996, quando a Apple comprou a Next para investir em um novo sistema operacional, que viria a dar origem ao Mac OS X.

Vale citar a histórica frase de Jobs para a revista Fortune: “A guerra dos PCs acabou. Fim. A Microsoft ganhou faz muito tempo.” Jobs ainda era um conselheiro - e não o CEO - da Apple quando a empresa anunciou uma parceria com a Microsoft, durante a Macworld Expo de agosto de 1997.

Gates (no telão) e Jobs diziam que agora a Microsoft investiria 150 milhões de dólares na Apple, com a garantia da continuação de desenvolvimento do pacote Office para Macs e a integração do Internet Explorer para Mac em todas as novas máquinas da Apple, além do encerramento de qualquer processo judicial pendente do passado.

A anúncio era uma forma da Microsoft “agradecer” à Apple pelo que já tinha feito (ou um modo de admitir culpa investindo na tecnologia que inspirou seu carro-chefe).

Um mês depois, Jobs vira CEO interino da Apple (cargo que manteve até 2000, quando foi efetivado como CEO), para lançar em 1998 o novíssimo e inovador iMac, sem drive de disquete e impondo um novo padrão, chamado USB, como modelo de conectividade de dispositivos.


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