[ Mundo Apple ]
Você provavelmente já viu uma apresentação de PowerPoint ou leu algum relatório financeiro que tinha um gráfico chato, muito chato. Aposto que ele era azul, vermelho e amarelo com um fundo cinza com linhas. No máximo, alguém colocou um efeito 3D para deixá-lo mais agradável. E talvez você se culpe por criar algum gráfico desses de vez em quando.
Entretanto, não é difícil melhorar suas habilidades em criar infográficos, ou gráficos informacionais. Tem que saber combinar direito as palavras, números e imagens que contem uma história com rapidez e objetividade – gráficos de pizza, de barras e de linhas são alguns exemplos. E embora falemos aqui em “gráficos”, não precisa de nada além dos programas de escritório que você já tem para fazer apresentações e relatórios menos óbvios e diretos ao ponto. Então, aqui vão as dicas de design básicas para que você crie gráficos bonitos, independente do aplicativo que estiver usando.
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Entenda a informação
Os melhore gráficos e tabelas contam histórias de crescimento, redução, contraste, tempo ou valor de uma forma direta e concisa. Segundo Michael Murphy, diretor criativo da revista Inbound Logistics, o trabalho de um designer ao criar um gráfico é encontrar a narrativa principal e encontrar a informação correta para exibir.
Para fazer isso, você primeiro precisa entender seus dados. Qual é o público-alvo dele? Quais são os fatos mais importantes? Estamos falando a mesma língua? Evite o uso de jargões, a não ser que você tenha certeza de que todo mundo entende a mesma língua.
Encontre o melhor meio para entregar a informação
O gráfico de vendas abaixo é um mau exemplo de como fazer um gráfico. Tem muitas fontes, tamanhos de texto, gráficos demais, efeitos 3D que distraem, cores ruins e um fundo confuso.

Mau exemplo: o gráfico de vendas está sobrecarregado com muitas
fontes e tamanhos de texto, gráficos em excesso,
efeitos 3D que distraem, cores ruins e um fundo confuso.
Uma das decisões mais importantes ao criar um infográfico é o tipo a ser usado. Em geral, barras são boas para comparar quantidades ou mostrar tendências ao longo do tempo. Diagramas e fluxogramas são melhores para mostrar processos ou relações.
Deixe os números te ajudar a escolher o tipo de gráfico mais apropriado. Use um de barras apenas quando os números em comparação são distintos – barras equivalentes não impressionam, certo? E use só os gráficos de pizza quando a porcentagem atingir 100%.
Então coloque no papel – faça um rascunho mesmo – para garantir que suas idéias (e não o software) irá guiar o seu infográfico. Karl Gude, diretor do programa de infográficos da Universidade de Michigan, sugere que você pense na estrutura não em termos do que fica bonito, mas sim do que é lógico. E depois disso, claro, você pode criar seu gráfico. É para isso que programas como o Microsoft Excel, o Apple Numbers e até o Adobe Illustrator servem.
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