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Human Rights Watch lista sites, como revista Time e agência BBC, bloqueados por Google, Yahoo e MSN, e não por provedores chineses
Sites de internet que alegadamente sobrevivem da liberdade de expressão estão ferindo gravemente os direitos humanos em seus serviços na China, acusa a organização Human Rights Watch com o documento “Race to the Bottom - Corporate Complicity in Chinese Internet Censorship".
No relatório, divulgado nesta quinta-feira (10/08), a organização afirma que grandes empresas, como Google, MSN, Yahoo e Skype, têm bloqueado acesso e contato com a mídia internacional, seguindo as estritas leis de censura do Governo Chinês.
Entre as fontes de notícias citadas pelo Human Rights Watch que não podem ser acessadas pelos serviços, fazem parte a revista Time, o jornal New York Times a revista Time, o buscador de blogs Technorati e os sites da Anistia Internacional, do Unicef e da própria Human Rights Watch.
O documento ainda compara os resultados de diversos sites considerados potencialmente perigosos pelo Governo Chinês com o serviço de buscas local Baidu. Ao invés de bloquear as páginas por si mesmo, como o MSN chinês, o Yahoo China e o Google.cn estão fazendo, o Baidu deixa com que os provedores chineses façam a tarefa.
Segundo o grupo, o bloqueio feito pelos próprios buscadores indica não só complacência, mas também que grandes empresas de internet na China estão contribuindo ativamente com a censura na China.
O grupo alega que a maior parte das empresas de internet não tenta nem resistir aos pedidos da China e que a entrega de dados confidenciais deveria acontecer apenas se houvesse procedimentos legais e documentados.
Como forma de combate, o Human Rights Watch sugeriu que os Governos dos Estados Unidos e da Europa aprovassem legislação proibindo que companhias guardassem dados em países onde há uma forte política de punição contra o exercício de direitos humanos, como a liberdade de expressão.
Novas leis também deveriam proibir que empresas divulgassem dados para a censura, disse o grupo.
Se estas leis e outras foram aprovadas, todas as empresas operarão de acordo com os mesmo padrões, segundo o grupo. De outra forma, todos deverão operar segundo os padrões definidos pelas companhias mais aptas a agradar o Governo da China, diz o anúncio.
Companhias de internet já foram criticadas por suas ações na China, incluindo em um recente relatório da Anistia Internacional.
Na ocasião, Yahoo e Microsoft defenderam suas políticas dizendo que devem cumprir as leis locais. O Yahoo disse acreditar que oferecer mesmo uma presença limitada no país pode ter uma grande diferença do que não estar presente no mercado chinês.
Em reação ao documento da Anistia, o Google disse que seu buscador regional expande o acesso a informações na China e que não pretende levar serviços como e-mail e ferramenta de blog na China por não poder garantir a privacidade dos seus clientes.
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