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USP lança modelo de fábrica de software para SMBs

Camila Rodrigues, especial para a PC WORLD
15-09-2006

Atualizado em 16h20 - O modelo desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia de Software (LTS) da Escola Politécnica, utiliza padrões e tecnologias reconhecidas mundialmente pelo mercado de software e está acessível a todas as empresas interessadas

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    Atualizado em 16h20

    O modelo desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia de Software (LTS) da Escola Politécnica utiliza padrões e tecnologias reconhecidas mundialmente pelo mercado de software e está acessível a todas as empresas interessadas

    Para quem desenvolve software, uma boa notícia: o Laboratório de Tecnologia de Software (LTS) da Escola Politécnica da USP, lançou esta semana um modelo de fábrica de software voltado para pequenas e médias empresas, baseado em tecnologias que permitem definir processos de desenvolvimento de software, com o objetivo de facilitar a exportação.

    O melhor de tudo é que este modelo já está acessível às empresas que se interessarem, conta Jorge Risco, professor do LTS responsável pelo desenvolvimento do modelo. Ele diz que basta mandar um e-mail para ele, jorge.becerra@poli.usp.br, ou para o professor Fabio Levy Siqueira, levy.siqueira@poli.usp.br, que também faz parte do projeto. A aplicação do modelo tem um custo, que varia de acordo com a empresa, sua cultura, maturidade dos processos e até tamanho da equipe, detalha Siqueira.

    Jorge Risco explica que, ao definir processos, fica mais fácil controlar, supervisionar e assegurar a qualidade do programa que é desenvolvido. “Também se torna possível integrar estas fábricas com empresas de desenvolvimento de software que atuem em mercados mais exigentes, como a Comunidade Européia”, exemplifica o acadêmico.

    Esta idéia era voltada, inicialmente, para utilização em células produtivas que tinham intenção de exportar softwares. Normalmente, estas células são compostas por até três desenvolvedores e consultores que criam softwares para dispositivos móveis,web services e ERPs, por exemplo, detalha o professor. O acadêmico adianta que o LTS já pensa em ampliar esse padrão para o desenvolvimento de games tanto para consoles quanto para celulares, além de um modelo de integração de middleware para SMBs.

    Segundo ele, o modelo foi desenvolvido por professores e pesquisadores do LTS a partir de processos modelados em Business Process Modeling (BPM), com arquitetura baseada no padrão Open Distributed Processing (ODP), e configurados em ferramentas de mercado e de código-aberto. A qualidade dos programas é guiada pelo padrão mundial CMMI.

    O professor Risco diz que o laboratório já entrou em contato com o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (CIETEC) para que suas incubadoras comecem a implantar tal modelo. 

    Caso você seja um desenvolvedor e queira saber mais sobre este modelo de fábrica de software, também pode contatar o professor Risco pelo telefone 3091-5200 ou 3091-5368.


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