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Em e-mails obtidos pelo Washington Post, Patricia Dunn relata a executivos plano de espionagem com aprovação de Mark Hurd
O chief executive officer (CEO) da HP, Mark Hurd, conhecia os planos de uma campanha de espionagem para encontrar fontes de vazamento de informações do conselho de diretores, reportou o jornal The Washington Post nesta quinta-feira (21/09).
A reportagem implica Hurd ainda mais profundamente do que imaginado no escândalo. O CEO e presidente da HP substituirá Patricia Dunn como presidente do conselho em janeiro.
Dunn fez o anúncio de sua saída no dia 12 de setembro como resultado de uma investigação interna sobre práticas usadas para descobrir fontes de vazamentos de informações da HP.
Para revelar a fonte dos vazamentos, a campanha de espionagem conduzida pela HP forjou o contato de um informante interno da HP com uma jornalista, que lhe passaria informações falsas e instalaria um software de espionagem no micro da repórter por um anexo em um e-mail, de acordo com mensagens obtidas pelo Post.
O informante interno não existente foi criado pelo conselheiro-sênior Kevin Hunsaker e um colega que não teve o nome divulgado em Boston.
Nenhum dos e-mails acessados pelo jornal eram de Hurd, mas se referem ao seu conhecimento ou aprovação de várias ações, disse a notícia. O Post não disse como obteve a "mais de uma dúzia" de mensagens. A HP se negou a comentar ou negociar entrevistas com Hurd sobre o assunto.
Alguns dos e-mails foram enviados por Dunn, como a mensagem de 9 de fevereiro para Hunsaker e para a conselheira geral Ann Baskins. "Falei com o Mark e ele está ciente do plano para usar novos dados sobre handhelds", teria escrito Dunn, segundo o jornal.
A companhia planejou alimentar informações para a jornalista sobre futuros handhelds para ajudar a ganhar a confiança da repórter, que revelaria a fonte.
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