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Pesquisadores de Stanford descobrem que 8,2% usam a web para fugir dos problemas e 5,9% tem relações afetadas por uso excessivo
Com o objetivo de identificar se o fato de passar muitas horas na internet se tornou um vício nos Estados Unidos ou se não passa de um mau hábito de alguns usuários, a Escola de Medicina da Universidade de Stanford realizou uma pesquisa que revela que pelo menos um em cada oito norte-americanos tem pelo menos um sinal de uso problemático da internet.
As descobertas se assemelham a resultados de pesquisas anteriores, menos rigorosas, que já apontavam que um número significativo da população poderia estar sofrendo de vício em internet.
Os pequisadores constataram que 68,9% dos norte-americanos utilizam a internet em base regular, dado compatível com a medição da Nielsen//NetRatings, que contabiliza 144 milhões de usuários regulares em uma base de 207 milhões de internautas nos Estados Unidos.
O estudo revelou ainda que 13,7% - um em cada oito - dos participantes do estudo acham difícil ficar longe da internet por diversos dias; 12,4% ficam online por mais tempo que gostariam com grande freqüência; 8,7% dividem o uso desnecessário da web com o tempo dedicado à família, amigos e empregadores; 8,2% usam a internet para fugir dos problemas e melhorar o humor; e 5,9% acreditam que seus relacionamentos foram afetados pelo uso excessivo da internet.
A pesquisa, que envolveu entrevistas por telefone junto a uma base de 2.513 adultos em todo o país, revelou ainda que um grupo ainda restrito, mas crescente, começa procurar médicos com os sintomas de vício em internet: desejo compulsivo de acessar a web para checar e-mail, fazer posts em blogs ou visitar sites e salas de chat.
De acordo com os pesquisadores de Stanford, este comportamento que não difere do apresentado por dependentes químicos ou pacientes de desordens de controle a impulsos: urgência repetitiva, intrusiva e irresistível de praticar um ato que pode ser prazeroso no momento, mas pode levar a problemas significativos na vida pessoal ou profissional.
O perfil típico do internauta afetado pelo vício é de um homem branco, com formação superior, por volta dos 30 anos de idade que gasta 30 horas por semana em uso não necessário da internet.
Embora este perfil possa levar a crer que o “viciado” em internet é obcecado por pornografia, os pesquisadores defendem que esta é apenas parte do problema, assim como os jogos online. Usuários compulsivos também acessam chats, sites de compras e páginas de interesse específico.
O próximo passo na pesquisa em Stanford é determinar se, de fato, o vício em internet pode ser considerado uma doença.
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