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Durante Web 2.0 Conference, conglomerado de mídia responsável pelo jornal anuncia que aproveitará mais conteúdo do leitor
O New York Times planeja adicionar capacidades em seu site do seu conhecido jornal para que leitores possam submeter mais conteúdo para apreciação, como fotografias e notícias de campo, disse o presidente da companhia nesta terça-feira (07/11).
"Vocês verão mais jornalismo cidadão" no NYT.com, disse Arthur Sulzberger Jr., que também ocupa o cargo de publisher do New York Times, durante a Web 2.0 Conference em São Francisco. Sua revelação aconteceu após um membro da audiência dizer que a página vinha seguindo outros jornais na área de conteúdo gerado pelo usuário.
"Você pode alegar que fomos devagar, mas eu não concordo", disse, acrescentando que é difícil achar um balanço entre aceitar contribuições de amadores e manter os padrões de qualidade editorial do jornal.
Sulzberger apontou que o NYT.com reproduzirá o trabalho de alguns destes "jornalistas cidadães" e trabalhará com um grupo com o qual se sentir confortável e em que confiar.
Enquanto isto, Barry Diller, chefe do conselho e chief executive office da InterActiveCorp (IAC), que também participou do painel, disse que o conteúdo gerado por usuários encontrou seu lugar em sites da companhia, mas acha que é errado acreditar que amadores conseguirão produzir conteúdo com qualidade profissional.
A IAC investirá na criação de conteúdo com altos valores de produção para seus sites, escolhendo profissionais para o trabalho, já que Diller disse estar convencido que a tecnologia de vídeo online já está madura o suficiente para justificar o custo e esforço para desenvolver este tipo de programação para internet.
Perguntando pelo organizador da conferência John Battelle sobre a decisão do The New York times por cobrar por partes do seu site, Sulzberger se defendeu, dizendo que jornalismo de qualidade é caro de se produzir.
Junto ao discurso, o executivo acrescentou que o site ainda é um negócio. Apenas as versões impressas do The New York Time e do The Boston Globe faturam mais que o NYT.com e seu serviço pago TimesSelect, disse.
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