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Conglomerado de mídia afirma que MySpace servirá como plataforma para vídeos do YouTube e que acordos com Google se mantêm intocados
A recente aquisição do YouTube pelo Google não é uma ameaça aos investimentos da News Corp. em vídeo gerado pelo usuário no portal MySpace, um executivo do conglomerado de mídia disse na quinta-feira (09/11).
"Não acho que (a compra) terá qualquer impacto na nossa relação com o Google", disse Peter Chernin, presidente e chief operating office da News Corp., falando durante uma conferências para imprensa.
O News Corp. acredita que conteúdo gerado pelo usuário poderá atrair ainda mais visitantes para o MySpace, disse CHernin. "Somos o segundo maior site de vídeo gerado pela comunidade na internet, atrás apenas do YouTube", disse.
A News Corp. está contando com um aumento no faturamento por anunciantes motivado pela crescente reprodução de páginas online que tenham vídeo no MySapce.
Enquanto isto significa mais competição com o YouTube, Chernin não vê qualquer tipo de ameaçar ao acordo de propaganda e busca que existe entre o Google e a News Corp.
"Garanto que continuamos a ter ótimas relações", revelou.
Em agosto, o Google fechou um acordo para se tornar a principal fornecedores de sistema de busca e links patrocinados para o MySpace. Sob os termos do acordo, o Google deverá pagar, pelo menos, 900 milhões de dólares à Fox Interactive Media (subsidiária da News Corp. que opera do MySpace) entre o começo de 2007 e o meio de 2010.
Como parte do acordo, o MySpace começou a oferecer nesta semana buscas acrescidas de links patrocinados oferecidos pelo Google, disse Chernin.
Enquanto a News Corp. e o Google competição em conteúdo gerado pelo usuário, o YouTube é uma potencial plataforma de distribuição para o próprio conteúdo de vídeo da News Corp., como programas de TV e cobertura de esportes, revelou Chernin.
"O MySpace representará uma grande plataforma de distribuição, o que deverá nos dar boas oportunidades para monetarizar nosso conteúdo protegido por direitos autorais", ponderou.
Pagamento de direitos autorais
A compra do YouTube pelo Google também suscitou boatos sobre possíveis negociações do buscador com fornecedores de conteúdo para a veiculação legal de filmes no popular site.
Nesta quinta-feira, o Financial Times citou fontes próximas ao Google para afirmar que Eric Schmidt, chief executive officer do buscador, tem conduzido reuniões com canais de TV e estúdios de cinema, como CBS, Viacom, Time Warner, NBC Universal e News Corp., para este propósito.
A idéia do Google, segundo o Financial Times, é tornar a veiculação de conteúdos protegidos por direitos autorais livre mediante um acordo financeiro que, segundo o jornal, se aproxima da casa dos milhões de dólares.
Em setembro, o The New York Times afirmou que, após a compra do site por 1,65 bilhão de dólares, o Google havia concedido pequenas participações no YouTube para as gravadoras Universal, Warner e Sony-BMG, como forma de evitar os processos por infração de copyright.
*Sumner Lemon é editor do IDG News Service, em Pequim.
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