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Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Barreto, diz que resultado é efeito de medidas de repressão contra prática
Nos últimos três anos, o Brasil conseguiu reduzir em cerca de 40% a venda de CDs piratas. A informação consta do relatório anual do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, que será publicado em dezembro. O levantamento foi divulgado pelo presidente do conselho e secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Segundo ele, há três anos, sete em cada dez discos vendidos no Brasil eram piratas. Hoje, a relação é de quatro para dez. “Estamos animados com alguns resultados, mas também estamos conscientes de que ainda há muito a fazer. Ainda precisamos envolver o consumidor nessa luta para que ele resista a comprar produtos piratas”.
Barreto explica que as quadrilhas especializadas em pirataria estão diversificando os produtos comercializados. Hoje, segundo ele, é possível encontrar remédios, cosméticos, material cirúrgico e até peças de avião piratas. “A pirataria está começando a diversificar suas atividades, colocando a saúde e a integridade física do consumidor em risco”.
De acordo com o secretário, o combate à pirataria deve ser feito em três níveis: educação do consumidor, repressão policial e medidas econômicas.
“As medidas repressivas, o governo adotou como nunca tinha adotado. Em 2005, prendeu 30 vezes mais pessoas que em 2004. Mas ainda temos necessidade de contar com medidas econômicas, ou seja, as empresas oferecerem produtos mais baratos para competir com a pirataria e permitir à população uma medida viável e legal de consumo”.
*Com informações da Agência Brasil
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