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Falta de marco regulatório pode impedir inovações brasileiras na TV digital

Por Redação do IDG Now!*
12-01-2007

Sem garantia regulatória sobre as contribuições brasileiras, padrão poderá ser a simples cópia das inovações do modelo estrangeiro

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Sem garantia regulatória sobre as contribuições brasileiras, padrão poderá ser a simples cópia das inovações do modelo estrangeiro

O uso da tecnologia de modulação japonesa em conjunto com inovações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros está previsto no decreto que criou o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), assinado em junho de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Previsão que poderá não ser cumprida devido à ausência de um marco regulatório que garanta a inserção, nos produtos da TV digital, das inovações tecnológicas desenvolvidas nos centros de pesquisa brasileiros. Com isso, no lugar de ter como base uma tecnologia consagrada, a japonesa, para a criação de um novo sistema de TV digital que se adapte à realidade nacional, o caminho mais viável – ou inevitável – poderá ser a simples cópia das inovações do modelo estrangeiro.

Para Marcelo Knörich Zuffo, professor do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o governo federal está empenhado em criar políticas industriais bem definidas para garantir a utilização das tecnologias brasileiras, “mas faltam ações práticas mais efetivas”.

“O padrão japonês está sendo reescrito no Brasil – para nós, ele é apenas uma plataforma eficiente do ponto de vista de transmissão. Mas, se não formos ágeis nessa reformulação, corremos o risco de ter que adquirir tecnologias em outros países, o que seria muito frustrante”, disse.

Zuffo é um dos integrantes do Fórum Brasileiro de TV Digital, cujo objetivo é formular, junto ao governo federal, consensos técnicos para desenvolver e implementar o SBTVD. O fórum é composto por radiodifusores, empresas e universidades. Dos 13 assentos, a universidade tem dois. O pesquisador da Poli-USP, que ocupa um deles, falou sobre o assunto à Agência Fapesp.

*Com informações da Agência Fapesp.


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