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Praga que assolou a Europa e provoucou alertas de risco tem baixíssima incidência no Brasil, dizem empresas de segurança
Anunciado com grande alarde por empresas de segurança européias, a praga "Vírus Tempestade" não chega a representar um perigo real para os brasileiros.
Empresas de segurança responsáveis por monitor o ciberespaço brasileiro não registraram o mesmo tráfego da praga que motivou tanto a finlandesa F-Secure como a britânica Sophos alertarem para o malware.
Desde a noite desta quinta-feira (18/01), um ataque pesado com spams partindo da Europa com o worm Small.DAM foi detectado a ponto de corresponder por dois terços dos malwares detectados durante a madrugada.
Segundo a Sophos, o ataque incluiu a praga em um a cada 200 e-mails enviados globalmente nas primeiras horas da sexta-feira.
"Não detectamos esta movimentação nas estatísticas da Trend Micro no Brasil", afirma Gustavo Montsdioca, gerente de compras da empresa, cogitando que o ataque possa ter sido para atacar apenas a Europa.
Segundo vídeo publicado pela F-Secure no YouTube mostrando a infestação da praga, as primeiras amostras do "Storm Worm" chegaram ao Brasil às 22 horas da quinta-feira, com pequenos focos em São Paulo e Rio de Janeiro.
"Talvez seja algo mais massivo na região (da F-Secure e da Sophos). No Brasil, temos observado outro cavalo-de-tróia com infecção ainda mais rápida", revela, citando uma nova variação da praga TrojanStrat.
Pontualmente, a McAfee Avert Labs declarou ao IDG Now! não ter detectado ataques suficientes durante o dia, "mas é certo que não tivemos impacto (da praga) aqui no Brasil".
A baixa incidência no Brasil resvala também na divulgação global de dados da Symantec, cujo centro de detecção fica em Cupertino, na Califórnia.
Como o "Storm Worm" foi classificado "apenas" como de nível 3 - sendo 1 o mais severo -, a empresa ainda não tem informações disponíveis para medir de infecções da praga no país.
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