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Vagas na área de storage levam até cinco meses para ser preenchidas

Por Taís Fuoco, do Computerworld
31-01-2007

Postos de trabalho existem, mas empresas têm dificuldade em encontrar os profissionais com todas as habilidades exigidas

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Postos de trabalho existem, mas empresas têm dificuldade em encontrar os profissionais com todas as habilidades exigidas

As empresas de recrutamento estão enfrentando um descompasso entre as vagas existentes na área de tecnologia e os currículos dos profissionais disponíveis. O Grupo Técnico de Consultores (GTCON), por exemplo, com escritórios em Timóteo (MG) e Hortolândia (SP), levou cinco meses para preencher 14 vagas na área de storage, apesar de ter recebido mais de 1 mil currículos e ter selecionados 198 deles.

Isabel Telles de Souza, coordenadora de recrutamento e seleção da GTCON, afirma que a maior dificuldade é aliar capacitação técnica e domínio de idomas no mesmo candidato. "A falta do domínio de inglês é uma das grandes deficiências", ressaltou.

Dos 198 currículos que a companhia selecionou para as vagas que tinha em armazenamento, entre junho e novembro de 2006, 45% foram descartados porque não tinham inglês no nível exigido ou envolviam profissionais que já estavam empregados.

De acordo com a coordenadora, vagas em storage ou para mercados específicos como consultores de ERP ou CRM são mais difíceis (e demoradas) de preencher, mas outras com menor grau de especialização, como técnicos de informática, por exemplo, envolvem processos mais rápidos.

Dados fornecidos pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet de São Paulo (Assespro-SP) em dezembro, por exemplo, afirmam que existem no país cerca de 20 mil vagas em aberto na área de TI.

Segundo Roberto Mayer, eleito no final do ano como presidente da Assespro-SP, as causas da carência de mão-de-obra são a inadequação dos cursos de graduação às necessidades de mercado, a falta de domínio de idiomas por parte dos profissionais e os encargos trabalhistas.


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