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Em dezembro, companhia liderou em acessos, à frente de Google e Yahoo, mas sua receita é pelo menos três vezes menor que a dos rivais
A Microsoft atraiu o maior número de visitas entre os sites de todo mundo em dezembro, feito que poderia ser comemorado, mas na verdade traz à tona os problemas do modelo de anúncios online da companhia.
Perto de 509 milhões de usuários únicos, com idade a partir de 15 anos, visitaram sites da Microsoft em dezembro, reportou a comScore Networks. O Google veio em segundo, com 494 milhões, seguindo pelo Yahoo, com 477 milhões.
No entanto, a diferença entre a receita com anuncios online da Microsoft e seus dois rivais é brutal, um sinal de que apesar dos investimentos pesados ao longo dos últimos três anos, a Microsoft não está nem perto de ter a habilidade dos consorrentes para faturar com o tráfego online e, especialmente, para rivalizar o crescimento torrencial do Google no nicho de buscas.
No trimestre encerrado em 30 de setembro, a receita do Google, que vem principalmente de anúncios em resultados de buscas, cresceu 70%, para 2,39 bilhões de dólares, enquanto a do Yahoo, que vem de diferentes tipos de anúncios online, aumentou 19%, para 1,58 bilhão de dólares.
Em comparação, a divisão de serviços online da Microsoft, que inclui receita de anúncios e venda de acesso à web, gerou apenas 539 milhões de dólares de receita no mesmo trimestre, uma queda em relação ao faturamento de 564 milhões de dólares em comparação com o mesmo período de 2005.
Executivos da Microsoft já reconheceram que o calcanhar de Aquiles da operação online é o segmento de buscas. Em dezembro, a participação da companhia no ranking de mecanismos de busca continuou em queda.
A empresa ficou com 10,5% do setor, bem atrás do principal rival Google, que deteve 47,3% do mercado, segundo dados da própria comScore. Em julho, a relação era de 15,5% (Microsoft) contra 36,5% (Google).
O número mundial de visitants únicos a sites da web creceu 10% em relação a dezembro de 2005, totalizando 741 milhões. Microsoft e Yahoo cresceram 5% cada, enquanto o Google teve o maior crescimento do mercado (13%), parte pelo seu apelo internacional e parte graças a serviços não relacionados a busca, disse a comScore. Enquanto o acesso ao mecanismo de buscas cresceu 40%, o número de visitantes únicos do Gmail aumentou 71% e o do Google Maps cresceu 62%.
*Juan Carlos Perez é editor do IDG News Service, em Miami.
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