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Em esforço de aproximação com o setor público federal, representantes da companhia falam sobre parceria com Novell
Representantes da Microsoft apresentaram na quarta-feira (07/02) a integrantes do governo federal brasileiro suas estratégias de interoperabilidade de software proprietário e de código aberto – fruto da parceria com a Novell. A reunião aconteceu em Brasília (DF) e contou com executivos da Microsoft e de integrantes da Presidência da República, do Ministério do Planejamento, do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e da Cobra Tecnologia.
Segundo fontes do governo, as iniciativas de interoperabilidade ainda estão em fase preliminar e não é possível tirar nenhuma conclusão. De forma geral, porém, o encontro foi recebido de maneira positiva pela maioria dos participantes, que viram com bons olhos a maior "flexibilidade" por parte da Microsoft.
"Nunca houve aproximação nesse sentido, em relação a interoperabilidade com software livre. Dessa vez eles estão reconhecendo que o software livre existe e com possibilidade de interagir. No entanto, ainda é uma etapa preliminar", diz a fonte que prefere não se identificar.
Segundo Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft, a reunião foi importante para “conhecer pessoas e criar canal de comunicação” com o governo. “Falamos de coisas atuais e sobre as quais ainda não havia sido possível conversar, como integração com open XML. Os representantes do governo também perguntaram sobre o acordo com a Novell”, conta. Representantes da Novell não participaram do encontro, o que chegou a desagradar alguns representantes do governo.
Ainda segundo o executivo da Microsoft, a possibilidade de um novo encontro não está descartada. “De imediato eu fiquei com uma lição de casa de reunir material sobre a iniciativa de shared source, por exemplo, e mandar para eles.”
Microsoft e Novell anunciaram a parceria em torno do Linux em novembro do ano passado. O objetivo do acordo foi facilitar a integração do sistema operacional Windows com as plataformas de código aberto.
*colaborou Alexandre Scaglia, editor executivo do Computerworld
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