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De olho nos bilhões de dólares do mercado de processadores, companhias protagonizam disputa cada vez mais equilibrada
O roteiro é dos mais complexos. De um lado, acusações de formação de monopólio, de competição desleal, de controle sobre os clientes. Do outro, críticas quanto à qualidade dos produtos e insinuações de esquizofrenia, de mania de perseguição. O resultado não poderia ser outro: uma competição feroz pela presença de mercado que desaguou em processos legais em cortes mundiais.
Esse pode ser o resumo da relação entre a Advanced Micro Devices (AMD) e a Intel. Ainda que o discurso oficial esteja, evidentemente, distante do que se sussurra longe dos gravadores e blocos de papel, poucas rivalidades corporativas são tão marcadas e agressivas como quanto a existente entre as duas organizações. Como dois times de futebol de uma mesma metrópole, os jogadores não se gostam e é melhor manter as torcidas e suas camisas azuis ou verdes a uma distância segura.
Até pouco tempo, verdade seja dita, a briga era desigual. Mas o cenário mudou bastante, especialmente em 2006. E o mercado foi um dos responsáveis. Exemplo foi a decisão da Dell, que encerrou uma parceria exclusiva de anos e anunciou que os processadores Intel não seriam mais os únicos em suas máquinas (Posteriormente, a empresa de Michael Dell foi acusada de receber 1 bilhão de dólares anuais para manter a exclusividade). Também no Brasil o movimento se repetiu, com a Itautec passando a produzir servidores com chip Opteron da AMD. Ainda que seja cedo para confirmar, existe no mercado a sensação que essas empresas conseguiram resultados positivos com a movimentação.
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