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Pesquisa feita entre gravadoras e sites de e-commerce antes da carta aberta de Jobs aponta que 62% acredita que venda explodiria sem DRM
Grande parte dos executivos do mercado de música digital acredita que a venda de músicas com tecnologia DRM é desnecessário, afirma estudo da consultoria Jupiter Research.
A análise apontou que 62% de representantes de pequenas e médias gravadoras, serviços de venda de música e organizações de direitos digitais acredita que descartar o DRM aumentaria as vendas do setor.
Mais ainda, 54% dos participantes afirmou que o atual sistema de DRM é restritivo demais para o usuário no seu propósito de impedir a cópia de canções digitais.
A recente proposta de Steve Jobs às quatro maiores gravadoras do mercado para a venda de músicas sem DRM não teve impacto nenhum no estudo, que foi conduzido pela Jupiter Research entre dezembro e janeiro.
Após o discurso de Jobs, apenas a EMI deixou vazar informações sobre negociações com as lojas para vender músicas sem a tecnologia de restrição.
No sentido contrário, a Warner revelou que não pretende abandonar a tecnologia DRM em suas canções. Nem Sony BMG nem Universal se pronunciaram oficialmente.
Mesmo surpreso com os dados, o analista da consultoria Mark Mulligan analisa que as gravadoras não têm previsão de descartar o DRM tão cedo, segundo a BBC News.
Uma provável mobilização dos grupos de consumo para apressar o processo, no entanto, aparece acuada no estudo.
Ainda que 70% dos entrevistados tenham afirmado que o futuro da música digital está na total interoperabilidade entre players, apenas 40% acreditam que governos e consumidores precisarão pressionar as gravadoras para tanto.
Segundo Mulligan, ainda são poucos os usuários que experimentam problemas com o DRM em razão da dominação do mercado que a Apple tem com seu player iPod e sua loja online iTunes Music Store.
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