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Companhia obteve ontem autorização do conselho da Anatel para atuar na televisão via satélite através da controlada A. Telecom
A Telefônica informou que "recebe com satisfação a notícia" de que o conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu permissão, ontem, para que a companhia ingresse no segmento de TV por assinatura via satélite (DTH).
Segundo ela, em comunicado distribuído à imprensa, "a autorização permitirá à empresa prosseguir em seu objetivo de oferecer a seus clientes e ao mercado em geral alternativas em serviços convergentes em comunicações, como opções de acesso simultâneo à telefonia fixa, internet em banda larga e TV por assinatura, o chamado triple play".
De acordo com a companhia, "esta é uma demanda dos clientes". Em um ambiente de avanço tecnológico, os usuários poderão "usufruir das melhores condições em termos de comodidade no acesso a diversos serviços de um mesmo provedor, além de preços competitivos, possíveis graças à economia de escala proporcionada por ofertas convergentes", assegura a companhia de origem espanhola.
Embora a Telefônica afirme que ainda não teve acesso ao teor da decisão da Anatel - que deverá ser publicada no Diário Oficial até a próxima segunda-feira -, a empresa considera que concessão da licença "é positiva também para o País, que se alinha às mais avançadas tendências do mercado internacional de telecomunicações, além de se beneficiar dos investimentos e geração de empregos que o incentivo a uma maior concorrência no oferecimento de serviços triple play certamente trará", diz o comunicado.
Além de ter pedido uma licença de DTH em maio do ano passado ao órgão regulador, a Telefônica também celebrou uma parceria comercial com a DTHi em novembro, para oferta conjunta de serviços na região de Ribeirão Preto (SP) - situação em que acredita não precisar de autorização - e espera aval da agência para comprar parte do capital da TVA, que hoje pertence ao grupo Abril.
A entidade que reúne as operadoras de TV paga, no entanto, afirmou ontem que a companhia poderá "transbordar o monopólio que já detém na telefonia fixa" para o novo serviço, segundo Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA, em entrevista ao IDG Now!.
A TelComp, que reúne as prestadoras de serviço de telecomunicações, também afirmou que estudará as medidas possíveis contra a decisão da agência porque considera que a Telefônica não pode prestar tal serviço em sua própria área de concesasão - a associação não vê restrições nas demais regiões.
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