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Brasil foi o terceiro maior mercado para desktops em 2006

Por Caio Terreran, especial para a PC World
15-03-2007

Em boa fase, mercado nacional comercializou 6,5 milhões de máquinas em 2006 e ficou à frente de nações tradicionalmente fortes

Em boa fase, mercado nacional comercializou 6,5 milhões de máquinas em 2006 e ficou à frente de nações tradicionalmente fortes

Atualizada em 16/03, às 11h30

Em 2006, o Brasil se tornou o terceiro maior mercado para desktops do mundo, comercializando mais de 6,5 milhões de PCs de mesa. Os dados foram divulgados em primeira mão para a reportagem de PC WORLD pela empresa de pesquisas IDC. Encabeçando o ranking, na primeira e segunda posição, figuram EUA e China.

Em posição privilegiada no ranking, o Brasil fica à frente de mercados tradicionalmente fortes, como o do Japão, e de promessas emergentes, como Índia e Rússia, integrantes do bloco BRIC ao lado de China e Brasil.

Na comparação com as vendas consolidadas em 2005, os desktops experimentaram crescimento de 24,6% na comercialização.

Entre os fatores que influenciaram na obtenção da marca histórica, apontadas pelo analista do IDC Reinaldo Sakis, estão o dólar estável em patamar baixo, a maior oferta de equipamentos pelo varejo e as iniciativas de inclusão digital propostas pelo Governo Federal, como medidas de isenção de tributos fiscais para fabricantes e programas para venda de computadores populares.

“As máquinas do Computador Para Todos, de configuração básica e sistema operacional Linux, proporcionaram crescimento da base instalada de desktops”, afirma Sakis. Segundo o analista, os PCs mais vendidos são justamente aqueles de menor preço. “O mercado nacional é notório por ser muito focado em preço, sendo assim, vende mais quem custa menos”.

Para Sakis, a força do varejo foi também responsável por impulsionar a venda do segmento de PCs para uso doméstico. Hoje, os desktops domésticos já teriam porcentagem de 49% no consolidado de venda de 2006, com o restante sendo de máquinas para uso corporativo.

No total, contabilizando a venda de desktops e notebooks, o mercado nacional comercializou mais de 7 milhões de máquinas - os portáteis, em franca ascensão, venderam 540 mil unidades, 96,4% a mais do que em 2005.


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