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Sistema BCI, da g.tec, usa eletrodos na cabeça do usuário que transforma sinais elétricos do cérebro em comandos para micros e games
Esqueça software de reconhecimento de voz: que tal digitar uma tecla apenas pensando sobre isto?
Em um canto tranqüilo da feira Cebit, uma pequena companhia austríaca está mostrando uma interface "cérebro-computador", uma tecnologia que pode transformar a maneira como usamos computadores, jogamos videogames e até mesmo falamos uns com os outros.
Soa como ficção científica, mas é uma aplicação de ciência e tecnologia. O sistema não chega a ler pensamentos; ao invés disto, mede as flutuações da voltagem elétrica no cérebro e traduz em comandos para a tela do PC.
O sistema consiste de um capacete com dezenas de buracos onde eletrodos são acoplados ao resto do escalpo. Os eletrodos são conectados por finos cabos por um "amplificador de sinais vitais", que transmite sinais do cérebro para o PC.
Diferentes partes do cérebro são usadas para processar diferentes tipos de pensamentos. Movimentos verticais e horizontais das mãos são gerados na área cerebral chamada córtex motor, por exemplo, afirmou Christoph Guger, CEO do g.tec, que apresentou o sistema BCI na feira.
Para usar o BCI para mover um cursor do PC, os eletrodos são colocados sobre as partes correspondentes do cérebro, onde podem analisar as pequenas flutuações para concluir no que a pessoa está pensamento.
O software precisa ser treinado por seguidas horas para ler corretamente os sinais. O usuário responde a comandos na tela do PC, pensando em "direita" ou "esquerda" quando são instruídos para tal, por exemplo.
Outro teste envolve procurar por determinadas letras que piscam, e pensar no seu nome quando aparece.
O software aprende quais são as flutuações na voltagem do cérebro quando estas letras ou direções são pensadas, afirma Guger.
O sistema ainda é bem devagar - mesmo um software treinado pode "ler" apenas 18 caracteres por minutos, ou cerca de quatro palavras. Ainda assim, isto pode ajudar uma pessoa desabilitada que não pode se comunicar por voz ou movimentos.
Cerca de 200 pessoas deficientes em todo o mundo estão usando o software em casa para se comunicar, de acordo com Guger, mesmo que precisem de ajuda profissional para a configuração.
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