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Vídeo anti-Hillary Clinton parodia comercial da Apple que alude à obra e pode ser considerado violação de direito autoral
O detentor do direito autoral de 1984, livro clássico de George Orwell, pode entrar com uma ação judicial por conta do vídeo usado na propaganda contra a senadora Hillary Clinton baseada em um anúncio de 23 anos da Macintosh, da Apple.
“Não estamos processando neste momento; estamos monitorando a situação”, disse William Coulson, representante da Rosenblum Productions. “Mas certamente temos o direito de fazê-lo no futuro”. Coulson não especificou quem seria processado pela Rosenblum - o criador do vídeo, o YouTube ou ambos.
O vídeo de 74 segundos, que mistura cenas do comercial original de TV da Apple baseado na história do Big Brother com imagens e falas da democrata de Nova York, se tornou muito popular na rede de compartilhamento do YouTube. Até a quarta-feira (28/03), o vídeo havia sido visto 3,8 milhões de vezes.
Hillary disputa com o senador Barack Obama a nomeação para a candidatura à presidência pelo partido Democrata nas eleições de 2008.
Na terça-feira (27/03), Gina Rosenblum, presidente da empresa, levantou uma bandeira legal. “As cópia de propaganda política são uma infração de nosso direito autoral.”, disse em uma declaração. “Reconhecemos os problemas inerentes à Primeira Emenda e a lei de direito autoral e à expressão política de opinião, mas queremos que o mundo saiba que levamos o nosso copyright de um dos maiores livros do mundo muito a sério”.
Rosenblum adquiriu o direito sobre 1984 da viúva do autor, Sonia Orwell, em 1981 em acordo que vale até 2044.
Sua firma já defendeu que a licença do livro em pelo menos duas outras situações. Depois que a Apple veiculou sua propaganda de apresentação do Mac durante o Super Bowl XVII, a Rosenblum emitiu uma carta para “cessar e desistir” à empresa, termo legal que demanda o abandono de uma atividade. “Quando o comercial do ‘Big Brother’ de televisão da Apple foi ao ar no Super Bowl de 1984, imediatamente protestamos e desautorizamos o uso comercial da obra”, disse ela. “O comercial nunca mais foi exibido”.
Em 2001, a empresa fez um acordo com o canal CBS e o conglomerado Viacom sob acusações de infração de direitos e marca registrada contra o programa Big Brother. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados, disse Coulson, que também representou a Rosenblum no caso. “Mas foi mutuamente satisfatório para ambas as partes”, disse ele.
A Apple ignorou pedidos por comentários sobre sua posição quanto ao vídeo.
*Gregg Keiser é repórter do Computerworld, em Framingham
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