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Com softwares que lêem telas e ambiente para acesso universal, o telecentro localizado em Brasília (DF) pode ser modelo para outros no País
Um projeto piloto de inclusão digital que ajuda deficientes a conseguir emprego por meio de adaptações em softwares e no ambiente pode servir de base para a adaptação de todos os telecentros brasileiros. Chamado de Telecentro Acessível, o projeto, conduzido em parceria da ONG Acessibilidade Brasil com o Ministério do Trabalho e Emprego, com apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia, foi instalado em Brasília (DF).
Segundo a coordenadora geral de Qualificação do Ministério do Trabalho, Tatiana Scalco Silveira, dos mais de 12 mil usuários que freqüentaram o telecentro desde que o espaço foi inaugurado, 4 mil apresentam algum tipo de deficiência, com "um número expressivo" deles arrumando emprego pela iniciativa.
Tatiana disse que o governo federal estuda a possibilidade aproveitar a experiência para, gradativamente, adaptar os cerca de 3 mil telecentros existentes no país às necessidades das pessoas com deficiência.
Segundo o presidente da Acessibilidade Brasil, Guilherme Lira, o custo para adaptar telecentros a deficientes é baixo, já que usa programas de software livre que podem ser baixados de graça na internet.
“O programa permite que a pessoa cega possa navegar na internet perfeitamente, com recursos gratuitos”, afirma se referindo a aplicativos que lêem a tela do PC e aceitam comandos de voz do usuário.
Dados do Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 14,5% da população brasileira apresentavam algum tipo de incapacidade ou deficiência.
*Com informações da Agência Brasil.
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