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Redes P2P podem aliviar tráfego intenso na internet, diz estudo

Por Redação do IDG Now!
20-06-2007

Pesquisa analisa a internet como núcleo de pontos de transmissão e mostra que redes peer-to-peer diminuem congestionamento

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Pesquisa analisa a internet como núcleo de pontos de transmissão e mostra que redes peer-to-peer diminuem congestionamento

O crescimento do uso de redes peer-to-peer pode melhorar a capacidade da internet, tornando a navegação mais suave, de acordo com estudo da Bar Ilan University, de Israel. Este é o primeiro estudo que analisa como a internet é organizada em termos de função e pontos de transmissão, segundo a Technology Review.

Os resultados dos pesquisadores descrevem a internet como um centro de aproximadamente 80 pontos de transmissão, cercados por outros 5 mil, que estão conectados em pouca quantidade - pontos de transmissão isolados que são muito dependentes do centro. Separando o centro dos pontos de transmissão afastados, há aproximadamente 15 mil conexões peer e ligações auto-suficientes.

Tirando o núcleo, aproximadamente 30% dos pontos de transmissão externos são completamente excluídos. Mas os 70% restantes continuam a se comunicar, uma vez que a região central possui ligações peer suficientes para contornar o núcleo.

Com o núcleo conectado, qualquer ponto pode se comunicar com outro através de apenas quatro diferentes ligações. Se o núcleo for removido, são necessárias sete ou oito conexões e, apesar da lentidão, os dados chegam ao núcleo.

É possível tirar vantagem destes caminhos alternativos para impedir que os núcleos da rede se congestionem. O líder da pesquisa, Shai Carmi, alerta que a eficiência da internet pode aumentar se o núcleo estiver menos congestionado.

Para construir este mapa da internet, os pesquisadores utilizaram 5 mil voluntários online, que baixaram um programa para identificar os pontos de transmissão entre as 20 mil ligações conhecidas.

O programa envia requisições de informação a outras partes da internet e grava o caminho que as informações percorrem. Através deste acesso distribuído, que coletou seis milhões de medidas por dia em um período de dois anos, de milhares de pontos de transmissão ao redor do mundo, foi possível revelar 20% conexões a mais.

Os pesquisadores utilizaram, então, medidas hierárquicas para mapear os dados de conectividade, levando em conta como os pontos são conectados. Cada ponto foi avaliado com base no quão bem conectado ele estava a outros pontos.

Neste modelo, conexões sem saída são descartadas por terem um papel menor na conectividade da internet.


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