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Durante o lançamento da terceira versão da licença GPL, Richard Stallman mostrou as vantagens em adotar programas livres
As empresas que não adotam softwares livres possuem limites de inovação e enfraquecem a segurança das operações de TI, declarou o líder da Free Software Foundation (FSF), Richard Stallman, no lançamento da GPLv3, a terceira versão da General Public License (GPL), em Boston.
Cercado por uma equipe de suporte técnico de programação de software e da área acadêmica, Stallman detalhou sua opinião e mostrou as vantagens de pequenos e grandes negócios em adotar softwares livres. Ele chamou de "tolas" as empresas que não adotam softwares de código aberto.
Trocando tecnologias proprietárias, como o Windows da Microsoft, pelo sistema de operação GNU, as empresas seriam menos dependentes de distribuidores de tecnologias para ter ajuda em resolver muitas questões sobre o desenvolvimento de aplicativos. Além disso, resolveria a questão de segurança, que atualmente é preocupante.
Fornecer produtos diretamente às empresas não é o que o FSF pretende fazer, de acordo com Stallman. Ele reiterou que considera que a missão do grupo é mais uma campanha de direitos humanos que um debate tecnológico.
Contudo, o especialista declarou que os negócios poderiam ajudar a aliviar as atuais dificuldades de um mercado mantido por produtos proprietários, como o Windows, se fossem mais abertos ao uso de softwares livres.
“Os usuários corporativos deveriam ter a mesma liberdade para controlar seu software como todas as pessoas. E o fato de não poderem controlar o software que utilizam é simplesmente idiota”, declarou Stallman. “Atualmente, muitas empresas buscam aplicações gratuitas por conveniência e afirmam que é impossível a substituição, mas já existem softwares livres disponíveis que podem auxiliar muito as empresas.”
Durante o lançamento, havia uma pilha de caixas vazias com o logo do Windows Vista em um protesto de Stallman, que citou os perigos que ele enxerga no uso de tais produtos.
Ele disse, por exemplo, que a atitude da Microsoft de tirar o suporte de vários dispositivos e aplicações impõe às organizações um ciclo interminável de “atualizações forçadas” - um sistema que ele disse que pode se tornar ilegal.
Por outro lado, funções como a atualização remota do Vista permitem que a Microsoft controle e manipule os usuários finais quando quiser.
A FSF também se esforça em continuar a se opor à tecnologia DRM (administração de direitos autorais), que existe nos produtos da Microsoft e da Apple.
“Os negócios precisam sofrer a inconveniência de adotar softwares livres para retomar o controle, pois este é um processo a longo prazo. O problema é que o interesse das empresas é o curto prazo”, diz Stallman. “Como em todas as áreas de computação, os usuários corporativos precisam insistir na liberdade. Não é uma alternativa aos
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