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Tocador pode gerar mudança na infra-estrutura de provedores para aumentar área de freqüência para download de vídeos
O tocador multimídia iPlayer, da BBC, está gerando discussões entre os provedores de Internet sobre o aumento da demanda por área de freqüência, o que poderia exigir uma mudança em sua infra-estrutura.
Uma porta-voz da BBC declarou nesta segunda-feira (13/08) que a emissora está discutindo com seus provedores um valor para permitir o download de vídeos.
A BBC informou que seus provedores devem definir o valor e limites mensais da quantidade de dados que pode ser baixada, assim como as políticas aceitáveis para seus usuários.
A aplicação, que está em fase de beta público, permite que as pessoas baixem gratuitamente os programas transmitidos até sete dias anteriores à data do download.
O iPlayer utiliza tecnologia peer-to-peer e transmite até 300MB por hora. Os programas não possuem publicidade e, em 30 dias, se apagam automaticamente.
A real discussão sobre a área de freqüência da BBC pode estar relacionada à competição gerada entre o conteúdo da emissora e os materiais oferecidos por provedores de internet.
“Inevitavelmente, os pacotes que algumas empresas oferecem podem ser mais apropriados que outras para o download de grande quantidade de dados”, informou a BBC em uma declaração oficial.
A Associação de Provedores de Serviços de Internet do Reino Unido ainda não definiu uma postura sobre a aplicação. “Os provedores devem se manter à frente do jogo, então provavelmente irão investir nesta infra-estrutura, pois é uma grande vantagem no mercado”, afirmou um porta-voz da associação.
Também entrou em questão se os provedores podem usar a tecnologia de “padrão de tráfego”, que pode limitar a transferência de certos tipos de dados.
O iPlayer é a estratégia-chave da BBC para oferecer aos usuários a oportunidade de comprar direitos e assistir programas antigos.
Atualmente, o iPlayer funciona com o Windows XP da Microsoft, e a BBC declarou que irá criar versões da aplicação para outras plataformas.
*Jeremy Kirk é editor do IDG News Service em Londres
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