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Franceses se unem ao Brasil e à China na rejeição do formato. Resultado da votação deve ser divulgado na quarta-feira (05/09)
A França decidiu votar contra a adoção do formato de documentos OpenXML como padrão internacional, enquanto a Austrália decidiu se abster do processo de votação.
A Microsoft propôs que o OpenXML fosse o padrão internacional no ano passado, para a organização Ecma, estabelecendo o caminho para que o formato de arquivos passe também na International Organization for Standardization (ISO).
Caso algum outro país além da França, Brasil e China decida votar contra o formato e ele não consiga a aprovação necessária, a Microsoft poderá perder parte da receita do lucrativo mercado governamental.
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Um grande número de governantes, preocupados com a necessidade de acessar arquivos eletrônicos em formatos proprietários, tem determinado a preferência por padrões abertos.
A French Association for Standardization (Afnor) anunciou hoje (03/09) que encaminhou seu voto contrário ao OpenXML à ISO, que recolheu as decisões dos países membros ontem.
O órgão internacional ainda está no processo de contagem dos votos encaminhados e deverá anunciar o resultado amanhã.
Já a Standards Australia, órgão de padronização australiano, decidiu se abster do processo, uma vez que seus membros não chegaram a um consenso.
A Suécia declarou seu voto inválido depois que veio a público a notícia de que funcionários da Microsoft ofereceram "estímulos" em troca de votos favoráveis ao formato, enquanto os Estados Unidos já declararam seu voto a favor do OpenXML.
*Peter Sayer é editor do IDG News Service em Paris
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