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OpenXML não está derrotado, diz Microsoft
Em entrevista ao COMPUTERWORLD, Raimundo Nonato da Costa, diretor nacional de tecnologia da Microsoft Brasil, afirmou que a companhia considera normal o resultado atingido nessa primeira etapa
Em entrevista ao COMPUTERWORLD, Raimundo Nonato da Costa, diretor nacional de tecnologia da Microsoft Brasil, afirmou que a companhia considera normal o resultado atingido nessa primeira etapa
O volume insuficiente de votos favoráveis à aprovação do padrão de documentos OpenXML na reunião da ISO não significa uma derrota, na avaliação da Microsoft, idealizadora do formato.
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Em entrevista ao COMPUTERWORLD, Raimundo Nonato da Costa, diretor nacional de tecnologia da Microsoft Brasil, afirmou que a companhia considera normal o resultado atingido nessa primeira etapa.
“Esta não é uma derrota. Houve uma primeira etapa em que não se atingiu o número suficiente de votos, mas nada é definitivo. Vamos passar agora para uma segunda etapa quando então as coisas passam a ser definitivas”, destacou.
O processo de normatização da ISO leva em consideração três etapas. A primeira é a votação já realizada, quanto todos os países apontam sua opinião preliminar sobre o assunto.
No segundo momento será realizada a Ballot Resolution Meeting (BRM), reunião em que serão definidos os comentários e revisadas as alterações feitas na norma.
O terceiro passo inclui nova votação para aprovação definitiva do padrão em questão. Neste último estágio, entretanto, não existe mais a possibilidade de alteração de conteúdo.
Passada a primeira etapa da votação sobre o OpenXML, a ISO deverá realizar no início do ano que vem a Ballot Resolution Meeting (BRM). As alterações no texto do padrão deverão ficar a cargo da ECMA, associação da indústria também dedicada à padronização nas áreas de tecnologia, comunicações e eletrônicos de consumo.
A organização já transformou o OpenXML em um padrão – batizado de ECMA 376 – e a partir de então ficou encarregada de discuti-lo diretamente com a ISO.
“Segundo o ECMA, o OpenXML já é uma norma aberta e no momento em que a Microsoft entregou seu documento à ela, abriu mão de qualquer cobrança ou reclamação de direitos autorais. O OpenXML não pertence mais à Microsoft”, enfatiza.
A partir de agora, então, toda a legião de empresas que apóiam o OpenXML – como Apple, HP, EMC, além da própria Microsoft – deverão contribuir para revisar os problemas técnicos apontados pelos integrantes da ISO.
O Brasil, que votou “não, com condicionantes” sobre a questão apontou 63 problemas levantados pela equipe técnica. Entre eles estão a não-compatibilidade com calendário gregoriano, falta de suporte à idiomas como chinês, japonês e coreano, e graves falhas de segurança, como dificuldades para trabalhar com senhas, e alto risco de contaminação por vírus de computador.
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