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Empresa irá inserir as marcas em sinais de áudio que identifiquem o dono do conteúdo de um arquivo, mesmo sem proteção DRM
A Microsoft conquistou a patente para uma tecnologia de marca d’água digital, que pode ser usada para proteger os direitos autorais de arquivos digitais - mesmo em músicas sem a proteção contra cópias ilegais (DRM, da sigla em inglês), informou a empresa nesta quarta-feira (12/09).
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A tecnologia, chamada de “marca d’água escondida”, insere e detecta estas marcas em sinais de áudio que identifiquem o produtor do conteúdo, “fornecendo uma assinatura inclusa no sinal de áudio, que não pode ser removida”, revela o documento preenchido junto à Patent and Trace Organization dos Estados Unidos (USPTO).
A empresa atualmente já possui a tecnologia DRM (do inglês digital rights management) - a Windows Media DRM -, que criptografa arquivos de áudio e os protege de uso impróprio e distribuição não autorizada.
Assim como a tecnologia que a Microsoft patenteou, a marca d’água digital judicial não faz a criptografia dos arquivos e nem previne contra uso sem autorização.
Contudo, é possível usá-la para provar quem é o dono do conteúdo do arquivo. As músicas comercializadas ilegalmente podem ser rastreadas para identificar seu real dono e quem as compartilha.
A tecnologia pode ainda ser usada para localizar arquivos e distribuir direitos autorais aos autores.
De acordo com o especialista em tecnologia DRM, J. Alex Halderman, a marca d’água da Microsoft não pode ser removida facilmente por crackers.
Segundo ele, o truque para a eficiência destas marcas d’água é torná-las inaudíveis e impossíveis de serem detectadas por quem ouve os arquivos.
Contudo, o documento consta que as marcas d’água não podem ser inaudíveis. “Para sua eficiência, elas devem se espalhar pelo arquivo de forma que não possam ser identificadas e manipuladas, além de ser robustas o suficiente para suportar alterações do arquivo, como a compressão de algoritmos”, diz o documento.
A aplicação para a patente foi preenchida em maio de 2004 por pesquisadores da Microsoft Research. A empresa se recusou a comentar seus planos para uso da tecnologia.
Elizabeth Montalbano, editora do IDG News Service, de Nova York
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