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Os executivos Pedro Ripper, Marcos Sena e Daniela Ruiz, que são, respectivamente, presidente, diretor de canais e diretora de telecomunicações da Cisco Brasil, reassumiram seus postos na subsidiária na tarde desta segunda-feira (22/10).
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Os executivos permaneceram cinco dias detidos após ser deflagrada a Operação Persona, pela Polícia Federal e a Receita, para investigar suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos. Eles foram liberados na madrugada de sábado, depois de vencer o período de prisão preventiva sem renovação.
O vice-presidente da companhia para América Latina e Caribe, Carlos Carnevali, entretanto, teve a prisão renovada junto a um grupo de seis pessoas que ainda estão detidos, entre os quais executivos da distribuidora Mude, também investigada.
Segundo fontes que acompanham a empresa neste momento, ainda não há previsão sobre quando os executivos atenderão à imprensa para falar do escândalo. Todos reassumiram seus postos de origem.
Em nota após a liberação dos executivos, a Cisco informou que "nenhuma acusação formal" havia sido registrada contra eles e reiterou a disposição de colaborar com as autoridades no processo que continua a correr na Justiça.
Segundo a Polícia Federal e a Receita, em coletiva realizada na semana passada, as investigações acontecem há dois anos. Acredita-se que o grupo deixou de arrecadar o equivalente a 1,5 bilhão de reais em impostos.
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