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O Google se aproxima do momento de revelação de sua estratégia para o mercado wireless, tornando suas aplicações acessíveis em celulares assim como são na internet, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira (30/10).
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Nas próximas duas semanas, espera-se que a empresa anuncie softwares e serviços avançados que permitiriam aos fabricantes de celulares fornecer ao mercado "dispositivos Google” no meio de 2008, informaram pessoas familiarizadas com a situação.
A idéia da empresa é facilitar que os usuários de celulares tenham uma grande variedade de serviços em seus dispositivos - de mapas a redes sociais e compartilhamento de vídeos.
Nos últimos meses, o Google se aproximou de diversos fabricantes de celulares dos Estados Unidos e do mundo para expor a idéia de criar celulares “costurados” aos softwares do Google, sendo que a HTC Corp. e a LG Electronics Inc. foram mencionadas como potenciais candidatos.
O Google busca também por parcerias com operadores wireless. Nos estados Unidos, a maior tração é com a T-Mobile USA e, na Europa, com a Orange SA e a 3 U.K, informaram algumas pessoas. Uma porta-voz do Google se recusou a comentar.
Além dos “celulares Google” incorporarem aplicações como o mecanismo de busca em si, o YouTube, o Google Maps e o Gmail, o plano da empresa tem um elemento mais radical: tornar os softwares móveis “abertos” na camada abaixo do sistema operacional, que controla aplicações e interage com o hardware.
Há uma tendência no ar que permite que o desenvolvimento de softwares para celulares seja mais fácil e aberto. A Apple anunciou recentemente que lançará ferramentas para ampliar o alcance do iPhone. Já a Nokia anunciou que a plataforma para web e multimídia Ovi é aberta a aplicações de terceiros.
O Windows Mobile da Microsoft já permite que os desenvolvedores acessem várias ferramentas para criar programas aos clientes, apesar de a empresa passá-los por um processo de certificação, que oculta programas arriscados.
O passo do Google ocorre junto à pressão das empresas que se preparam para o mercado wireless e têm dificultades com aparelhos bloqueados, que impedem que os usuários mudem de operadora com o mesmo celular.
Mas, por enquanto, o Google sabe que não tem escolha além de trabalhar com as operadoras para o sucesso de sua plataforma.
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