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A Amazon.com não é a primeira empresa a vender um leitor de e-books com um display E-Ink, mas seu método para entregar estes livros pode ter inovado no uso de redes de dados móveis.
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Os usuários do Kindle, anunciado na segunda-feira (19/11) por 399 dólares, podem comprar livros e baixá-los via rede 3G com o dispositivo - em menos de um minuto, segundo a empresa.
Eles também podem comprar o jornal do dia ou se cadastrar para receber revistas, jornais e blogs por uma taxa mensal.
Para entregar todos estes dados, a Amazon está utilizando a rede de celular 3G da Sprint Nextel. Mas os donos de um Kindle nunca virão uma conta para este serviço, pois o custo estará incluso no preço do conteúdo.
Este é um movimento raro, que pode se repetir enquanto os provedores de conteúdo e operadoras móveis buscam por fórmulas de sucesso para ganhar dinheiro sobre redes de alta velocidade de dados.
O Kindle sempre está conectado à rede EV-DO (do inglês Evolution-Data Optimized) da Sprint, a menos que esteja fora da área de cobertura - neste caso, a velocidade é menor.
Os usuários também podem desligar o rádio por uma tecla atrás do dispositivo, segundo o diretor do Kindle na Amazon, Charlie Tritschler. Isto aumenta a duração da bateria, de dois dias para uma semana.
O download dos livros é feito rapidamente, pois os arquivos são pequenos - de 500 Kb a 800 Kb, em média.
Os usuários também podem comprar livros online e “transferí-los” para o Kindle. O valor dos e-books é de 9,99 dólares, e as assinaturas de jornais custam a partir de 5,99 dólares por mês.
Há também um pequeno player de música no dispositivo, para que o usuário ouça enquanto lê. A Amazon, contudo, não está vendendo músicas pela EV-DO - os usuários terão que incluir por si próprios.
Segundo Tritschler, a Amazon planejou, inicialmente, usar Wi-Fi ao invés de 3G, mas isto demandaria que os usuários encontrassem um hotspot e fizessem o login manualmente.
O modelo de negócios wireless da Amazon para o Kindle parece sem precedentes, de acordo com um analista do Yankee Group, Phil Marshall. É algo que lembra o passo da Research in Motion, que popularizou os e-mails móveis usando seus próprios servidores e dispositivos - o BlackBerry.
Outras empresas devem seguir o modelo da Amazon, mas para ter sucesso, deverão ser estáveis e ter canais de venda online, disse Marshall.
Há aplicações para leitores de livros disponíveis para a maioria das plataformas de smartphones - mas ainda não para o iPhone da Apple. As telas LCD de telefones, contudo, são menores e causam cansaço na vista, disse Tritschler. O Kindle, assim como o Sony Reader, tem um display criado para se parecer com papel.
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