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Nextel nega ter entrado no leilão para aumentar ágio e espera a banda H

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld
21-12-2007

Companhia foi uma das que causou altos ágios, mas diz ter perdido parte do interesse ao sair derrotada nas primeiras regiões

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A Nextel, grande surpresa nos leilões de freqüência de terceira geração de celular, negou há pouco (20/12) ter entrado na disputa apenas para inflacionar os preços mínimos, como se chegou a cogitar nos primeiros dias da disputa.

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A companhia entregou proposta para todos os lotes, sempre com preços acima do mínimo, mas saiu derrotada em todos eles e não levou nenhuma licença.

De acordo com Alfredo Ferrari, vice-presidente da área jurídica e regulatória da companhia, a intenção da empresa era complementar a sua atual oferta, que é de telefonia por radiochamada com a tecnologia iDen, da Motorola.

"Não faz o menor sentido dizer que só entramos para inflacionar o processo", afirmou o executivo. Segundo ele, toda vez que a Anatel lança uma licitação, a companhia avalia se deve participar.

Neste caso, ela entendeu que a terceira geração de celular era uma boa oportunidade tanto para ampliar a cobertura de sua rede como para oferecer banda larga, algo que não existe na tecnologia iDen.

"Quando perdemos as regiões I e a II, avaliamos que o processo já não era aquilo que desejávamos", explicou o executivo. As áreas I e II foram os estados do Sudeste - Rio, Espírito Santo, Bahia e Sergipe - e as áreas onde atua a Brasil Telecom, como os estados do Sul e Centro-Oeste, incluindo Brasília (DF).

Segundo Ferrari, a Nextel "vai participar do leilão da banda H e tem total interesse em que ele aconteça o mais rápido possível". A banda H foi reservada pela Anatel para uma segunda oportunidade de venda de licenças 3G. Ela tem a vantagem de não dispor de compromissos de abrangência, como aconteceu com as bandas F, G, I e J, vendidas nesta semana.

A Anatel informou na quarta-feira (19/12) que, diante do grande interesse despertado nesta licitação, pretende vender as licenças da banda H dentro do primeiro semestre de 2008. Ferrari considerou que, apesar da Nextel ter saído derrotada, "a modelagem do leilão foi um sucesso e o resultado como um todo foi bom para o País".


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