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Para atingir a meta de R$ 20 bilhões de cortes no orçamento deste ano, o governo promoverá uma revisão nos gastos de custeio e manutenção, principalmente na área de informática. A informação foi confirmada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional.
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Segundo o ministro, os R$ 20 bilhões que devem ser economizados do orçamento para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) equivalem exatamente à despesa anual do governo com manutenção de informática. “Se cortarmos 10% [dos R$ 20 bilhões], dá R$ 2 bilhões e 15% dá R$ 3 bilhões”, exemplificou.
A maior parcela dos cortes, no entanto, será dos investimentos não incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Eles [os investimentos que não fazem parte do PAC] têm um volume previsto, só na proposta original do governo, de R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões”, disse Paulo Bernardo. “Vai ter que ser praticamente aí que teremos de concentrar a maior parcela de diminuição de recursos.”
O fim da CPMF representou R$ 40 bilhões a menos na receita do governo para 2008. Para compensar essa perda, o governo, além do corte de R$ 20 bilhões no Orçamento-Geral da União, pretende arrecadar R$ 10 bilhões com o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Os R$ 10 bilhões restantes, segundo o governo, viriam do aumento de arrecadação provocado pelo crescimento da economia.
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