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O Yahoo planeja demitir centenas de funcionários para diminuir sua crise financeira e sintonizar as estratégias de negócio e competição com o Google e outras empresas, informam os jornais New York Times e Wall Street Journal, citando fontes anônimas.
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O WSJ, contudo, afirma que o Yahoo contratará novos funcionários para outras áreas e que também planeja terminar o ano com a equipe do mesmo tamanho do final de 2007.
Se o Yahoo de fato mantiver o mesmo número de funcionários que tinha no fim do ano passado, provavelmente as demissões serão vistas como uma nova estruturação da equipe do que a existência de problemas financeiros.
Uma porta-voz do Yahoo, ao ser contatada pelo IDG News Service, se recusou a comentar sobre quaisquer planos quanto a demissões, mas enviou uma declaração afirmando que a empresa planeja, com as transformações de 2008, “investir em algumas áreas, além de reduzir a ênfase e eliminar outras”, de acordo com suas prioridades.
O Yahoo ainda decide a abrangência das demissões e as áreas que serão afetadas, e deve anunciar planos concretos na próxima terça-feira (29/01), quando revelará os resultados financeiros do quarto trimestre de 2007, afirmam as publicações.
Nos últimos anos, o Yahoo perdeu oportunidades. A empresa deixou o Google dominar o mercado de buscas e publicidade online, falhou em criar uma rede social - deixando espaço para o MySpace e Facebook - e perdeu a revolução de vídeo online, que o Google aproveitou bem com a aquisição do YouTube.
Em junho, o Chief Executive Officer (CEO) do Yahoo, Terry Semel, anunciou a demissão do cargo. Ele foi substituído por um dos fundadores do Yahoo, Jerry Yang. Na época, a Chief Financial Officer (CFO), Susan Decker, assumiu a presidência da empresa.
Em seguida, o Yahoo reorganizou a área de vendas, na tentativa aumentar o lucro gerado por anúncios pay-per-click. Esta área, dominada pelo Google, responde por 40% de todo o mercado de publicidade online.
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