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Dois novos biochips, desenvolvidos por pesquisadores do Renssalaer Polytechnic Institute, devem eliminar em 70% os testes com animais na indústria farmacêutica.
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A equipe liderada pelo cientista Jonathan S. Dordick usa os biochips para testar o nível de tóxicos das químicas e remédios no organismo e nas células humanas.
Os biochips usam matrizes tridimensionais feitas com gesso para tirar moldes - derivado de algas marinhas - em camadas de vidro, explicou Dordick. Os espaços entre as matrizes são preenchidos com células humanas ou enzimas vivas.
Os pesquisadores então adicionam o remédio ou química ao composto e, após um tempo, o chip é ‘pintado’. Se a química matou as células, estas terão um tom vermelho. Caso as células estejam vivas, sua cor será verde fluorescente.
Com o progresso do trabalho, a tendência é que os biochips se tornem cada vez mais técnicos, adquirindo características de chips de computadores.
“Queremos criar um dispositivo que faça o que fazemos manualmente, leia e faça uma tabela com os resultados, entregando os dados ao usuário. Será como um robô”, afirma Dordick.
O chip beneficiará mais do que os animais. Dordick apontou que 70% das falhas dos remédios em estágio final de testes ocorrem graças a problemas de envenenamento. Com os biochips e a possibilidade de medir antes o nível de tóxicos, as falhas diminuirão drasticamente.
A empresa Solidus Biosciences, de Nova York, é uma das que negociam a comercialização dos chips.
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