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Plataforma Android do Google ganha vida em dispositivos móveis

IDG News Service / Paris
12-02-2008
Peter Sayer, editor do IDG News Service, de Barcelona

Freescale, NEC, Qualcomm e Texas Instruments mostram o Android rodando em diferentes dispositivos no Mobile World Congress.

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Segundo Iyer, o Goggle está movimentando o mercado também de outras maneiras. “Você não precisa procurar por soluções de terceiros; de repente eles desfragmentaram todo o ambiente do Linux e colocaram em um bloco único, o Android”, ele disse.

O Android está entrando em um mercado com muitas opções de softwares para celulares. Um exemplo do quão agitado está esse setor é o stand da NEC Eletronics, onde quatro protótipos com o processador Medity2 estão dispostos sobre a mesa. Um deles rodava o Symbian OS, outro o Windows Mobile, outro o Android com Wind River Linux e o último com o mesmo Wind River Linux, mas com uma camada de aplicativo diferente, baseada em um software da Trolltech and Esmertech.

Os representantes da NEC pareceram surpresos com o nível de interesse despertado pelo Android e afirmaram que esperavam mais atenção dedicada aos celulares completos baseados no Medity2, na mesa ao lado. Fabricados pela NTT DoCoMo, esses celulares contêm a versão do Linux promovida pela LiMo Foundation.

Os dois sistemas não são necessariamente concorrentes, entretanto. Com o foco do Android na camada de aplicativo e a ênfase do LiMo em middleware, os serviços de base precisam de aplicativos de conexão para o kernel do Linux, o que os torna complementares, afirmaram os representantes da NEC.

A Marvell levou o prêmio de demonstração mais misteriosa com o Android, impedindo que fossem tiradas fotografias e não revelando em qual dos processadores de comunicação o software estava rodando.

A empresa mostrou um handset funcionando com a interface do Android com o mínimo de aplicativos e uma outra instalação mais completa, rodando vídeo e navegador web em uma placa de desenvolvimento. “Não deve demorar muito para isso se transformar em um dispositivo que caiba no bolso”, disse um porta-voz da empresa. De fato, havia um produto pronto, mas não usava o software Android.

“As bases do Linux do Android devem encorajar uma tendência de desenvolvimento de novos aplicativos para handsets”, afirmou o diretor de marketing da Marvell, Vish Deshmane.

“Você verá vários novos softwares que rodam em dispositivos. Isso será uma explosão no mundo de 3G, porque mais aplicativos significam maior tráfego, portanto as operadoras ficarão felizes”, disse Deshmane. 


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