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A Cisco ampliou em 50% a meta estipulada para o número de conexões banda larga do País desde que ela começou a mensurar esse mercado, em 2005, em uma parceria com a consultoria IDC para publicar o Barômetro Cisco de Banda Larga, pesquisa trimestral que chega agora à oitava edição.
A companhia, que estabeleceu o desafio de o País alcançar 10 milhões de conexões banda larga até 2010 naquele ano, hoje reviu a meta para 15 milhões no mesmo período.
Depois de crescer a patamares de 40% em 2006, após os incentivos governamentais à indústria de PCs e o início da competição das empresas de cabo na banda larga, o índice de crescimento em 2007 caiu para 30,5%, dentro da expectativa projetada pela IDC.
Este ano, no entanto, a Cisco acha difícil fazer previsões porque uma série de fatores pode mudar o panorama. A chegada dos serviços de terceira geração de celular, por exemplo, com a oferta de banda larga móvel, pode impulsionar o mercado de conexões de alta velocidade, mas isso vai depender da estratégia de cada operadora, segundo Pedro Ripper, presidente da Cisco.
"Eu arriscaria a dizer que a gente volta aos patamares de crescimento de 40%", afirmou, em encontro com a imprensa, ressaltando, no entanto, que isso vai depender do preço dos serviços e da faixa da população que cada operadora quiser atingir.
A IDC passou a contabilizar a banda larga móvel na pesquisa desde o ano passado e hoje (05/03) informou que ela atingiu 602 mil acessos em todo o País em dezembro, um aumento de 124% em relação ao trimestre anterior (julho a setembro).
Na avaliação de Ripper, o Brasil tem potencial para adicionar entre 1,5 milhão e 3 milhões de novos assinantes de banda larga entre 2008 e 2010 graças ao celular 3G.
Ainda existe a tecnologia WiMax, lembrou ele, e o Brasil tem um leilão de freqüências interrompido há mais de uma por questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e liminares na Justiça.
Em relação ao preço, no entanto, ele espera que a banda larga móvel garanta quedas ainda maiores nas mensalidades. No terceiro trimestre, as conexões com velocidades entre 1 e 2 Mbps, por exemplo, sofreram redução de 30% nos preços.
"No caso da conexão fixa via ADSL, o assinante tem de pagar a assinatura mensal básica do telefone, o provedor e a banda larga, o que faz com que dificilmente isso fique em menos de 100 reais", ponderou.
Na banda larga pelo celular, entretanto, não há assinatura básica mensal e nem mensalidade de provedor. Por isso, ele espera fortes quedas nos preços ao consumidor, especialmente das conexões inferiores a 1 Mbps.
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