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Safernet diz que governo precisa na web agir contra a pedofilia online

Por Lygia de Luca, repórter do IDG Now!
25-03-2008

Às vésperas da CPI da Pedofilia, presidente da ONG diz que web ajuda a reunir denúncias, mas há muito mais casos que prisões.

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    Na próxima terça-feira (25/03), o Senado dá início à CPI da Pedofilia, criada para investigar a prática deste tipo de crime pela internet. A cada dia de 2008, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela ONG SaferNet, recebeu 500 denúncias de pornografia infantil na web.

    Até o dia 10 de março deste ano, a central recebeu 35.049 denúncias com o tema, que é responsável pelo maior número de queixas registradas. O número de denúncias recebidas em 2007, mais de 267 mil, foi mais que o dobro do total de 2006.

    A comissão da CPI da Pedofilia se baseará, principalmente, nos resultados da operação Carrossel, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2007 para reprimir a pedofilia pela web.

    Segundo o presidente da Safernet, Thiago Tavares, a web ajuda a denunciar casos de pedofilia. O executivo enfatiza, porém, que apesar da internet facilitar as denúncias anônimas, ainda “é preciso criar uma divisão específica no governo para combater este tipo de crime.”

    A questão ainda vai além. “Os crimes não param de crescer, assim como a base de internautas no Brasil. Mas o governo só investe em políticas de inclusão digital e não na segurança da sociedade”, diz o presidente.

    Tavares aponta para a necessidade da criação de “políticas públicas para a  repressão de crimes cibernéticos”. Ele lembra que a Europa investe 8 milhões de euros ao ano para financiar uma rede de denúncias, suporte e orientação às vítimas de crimes online. “Mas o investimento do Estado brasileiro é zero”, afirma.

    “Hoje, infelizmente, o número de prisões por pedofilia online é muito inferior ao de casos. “Acredito que só em São Paulo tenhamos mais de 400 investigações em curso”, explica Tavares. “A atuação da polícia é insuficiente, e as delegacias especializadas em reprimir os cibercrimes são mais voltadas ao patrimônio.”


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