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Alguns fabricantes de memórias DRAM cortaram parte de suas produções na semana passada na esperança de que, com a redução da oferta, os preços dos produtos aumentem.
A japonesa Elpida Memory e a taiwanesa Powerchip ajustaram a fabricação ao mesmo tempo em que os preços praticados no mercado chegaram ao patamar mais baixo da história. Apesar de terem diminuído a velocidade de queda, contudo, as ações não evitaram completamente a baixa.
Fabricantes de DRAM vêm enfrentando problemas ao longo deste ano devido a uma escassez de demanda por chips. Muitas fábricas foram construídas sob a expectativa de um crescimento na procura gerado pelo aumento nas vendas de PCs. Mas as empresas não conseguiram sincronizar a oferta e a procura.
Enquanto o excesso de fabricação é um peso para os fabricantes, que estão perdendo dinheiro nas vendas, para os consumidores tem sido ótimo. As memórias, geralmente, representam um gargalo de velocidade nos computadores, já que a maioria dos fabricantes instala quase sempre o mínimo necessário.
Com a queda nos preços, os PCs estavam sendo vendidos com muito mais capacidades. Os equipamentos da Dell, por exemplo, chegavam a sair com 3 GB de memória DDR2.
Segundo Andrew Norwood, analista do Gartner, os cortes de produção feitos pela Powerchip e pela Elpida não devem afetar os preços das memórias imediatamente. As duas empresas representam 2,3% da produção global. A expectativa do analista é que os efeitos de uma redução neste momento só devem aparecer a partir de novembro.
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