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Desenvolvedores pressionam por interatividade na TV digital brasileira
Associações defendem que o Ginga comece a ser embarcado nos conversores, para que o mercado de aplicativos possa florescer.
Os líderes das principais entidades da indústria nacional de software defendem a estréia da interatividade na TV digital com a máxima urgência possível, do contrário o setor poderá perder a “janela” de oportunidade com a oferta de aplicativos para o filão.
Em um evento realizado nesta quarta-feira (24/09), a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a Softex, a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e a Assespro defenderam que o middleware Ginga, componente necessário para que a TV digital ofereça interatividade, deve começar a ser embarcado o quanto antes nos conversores vendidos no mercado.
O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) está trabalhando com dois subsistemas para o Ginga. O primeiro, conhecido como Ginga-NCL já está pronto e já poderia ser embarcado nos conversores. Esta é a demanda das empresas de software.
Porém, antes de liberar a adoção desta versão, o Fórum quer garantir que os aparelhos que forem para o mercado rodando o Ginga-NCL sejam também compatíveis com o outro subsistema do middleware, o Ginga-J, baseado na linguagem de programação Java, da Sun.
Segundo Salustiano Fagundes, diretor presidente da HXD e membro do módulo técnico do Fórum, os primeiros conversores com Ginga devem chegar ao mercado em até um ano. Ele acredita que dispositivos móveis, que recebem o sinal One Seg, podem sair na frente, estreando a interatividade até o final de 2008.
“A barreira é a compatibilidade com a versão Java, o que será resolvido com a especificação. Então já poderão ser lançados equipamentos ‘Ready do Java’”, defendeu Nersol Wortsman, diretor da Brasscom. As especificações devem ficar prontas até o final de novembro, segundo David Britto, que também é membro do Fórum.
Sem poupar críticas ao atraso no lançamento do Ginga, Wortsman também defendeu uma participação maior das empresas de software nas decisões sobre a implementação da TV digital. “Defendemos que haja uma reformulação no Fórum”, disse ele.
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O treinamento é oferecido em parceria com o Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (Lavid) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), os desenvolvedores do Ginga-J.
O primeiro curso ocorrerá no dia 18 de outubro de 2008, no Centro de Ensino em Computação (CEC, cecserv.ime.usp.br/) do Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME/USP), São Paulo.
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