[ Reportagens ]
A possibilidade de fazer ligações nacionais e internacionais com custo zero ou reduzido mexe com a fantasia e o bolso das pessoas. Talvez por isso, a tecnologia VoIP seja uma verdadeira mania pelo mundo afora. Somente no Brasil, a Skype, uma das mais conhecidas empresas do ramo, afirma ter 3,8 milhões de usuários registrados.
Em 2009, mais de 60% das ligações no mundo serão por VoIP, segundo previsões da IDC. E as pequenas e médias empresas não estão fora dessa onda. “No Brasil, cerca de 600 empresas de pequeno e médio porte já aderiram à tecnologia”, conta Mauro Peres, diretor de consultoria da IDC.
Pesquisa realizada pela consultoria com 785 empresas brasileiras constatou que as conexões de voz pelo computador eram prioridade nos investimentos em 2005, à frente até de projetos na área de segurança. É um aumento de 61% em relação a 2004. E o potencial de penetração é gigantesco, já que nos próximos quatro anos espera-se que mais de 80% das empresas tenham adotado a tecnologia.
O que todo mundo quer? Reduzir custos de telefonia, aponta o levantamento da IDC. Para as pequenas ou médias empresas que queiram implantar a tecnologia, o conselho é simples: analise as necessidades e as expectativas de economia para evitar um investimento elevado que não reflita no corte de custos”, recomenda Peres.
Como a demanda é grande, os fornecedores de soluções VoIP não perdem tempo. Várias empresas oferecem aplicações de voz pela internet adaptadas às empresas menores, com custo de implantação baixo ou inexistente. O serviço hIPerVoip, por exemplo, foi desenhado pela Trellis exclusivamente para companhias que têm custo mensal com ligações telefônicas superior a 500 reais, segundo Cássio Spina, diretor-executivo. Como diferencial, a Trellis garante por escrito a redução mínima de 30% nos gastos.
A solução hIPerVoip usa gateway VoIP ligado ao PABX ou ao aparelho telefônico e trabalha em conjunto com a opção de internet banda larga disponível no cliente. Ou seja, aproveita praticamente toda a infra-estrutura existente. O hIPerVoip não cobra assinatura mensal nem taxa de adesão e os gateways são fornecidos pela Trellis. O cliente paga o que usa. De acordo com estudo realizado pela companhia, cerca de 240 mil empresas brasileiras são potenciais usuárias da tecnologia.
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A VoIPTrade, por sua vez, promete redução de despesas entre 30% e 80%, segundo o executivo Fábio Henrique Marques. Uma ligação para um telefone fixo em São Paulo, de qualquer parte do Brasil, custa 20 centavos pelo serviço. Pela Embratel, em horário normal, uma ligação de Rio Branco (AC) para São Paulo, incluindo impostos, custa 51 centavos. Pela VoIPTrade, ligar para a China sai por 29 centavos o minuto. Já pela Embratel, gasta-se 3,67 para falar o mesmo período de tempo. Ligações entre filiais têm custo zero. Como as ligações são por meio de software, a solução requer apenas conexão em banda larga.
A Planetarium tem uma solução um pouco diferente e também mais cara. O Planetfone integra conceitos de telefone IP e CTI (telefonia integrada ao computador) e, segundo a empresa, oferece redução de custos e novas possibilidades de comunicação. Sua aplicação mais imediata é a interligação de matrizes e filiais com o uso dos recursos de internet existentes. Outro benefício está na interface com sistemas PABX convencionais, aliviando eventuais sobrecargas e ampliando o número de ramais sem alterar as numerações existentes.
O sistema em Linux utiliza um gabinete industrial com Pentium 4. O custo inicial é de 30 mil reais para uma linha E1, capaz de suportar 200 ramais. “Clientes que já adotaram o Planetfone têm retorno em oito meses, em média", afirma Epaminondas de Souza Lage, diretor da Planetarium.

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