[ Reportagens ]
As pilhas de combustíveis de uso comercial devem chegar ao mercado em 2007
Por seu tamanho compacto e sua conveniência, as baterias como as conhecemos poderão ficar obsoletas em breve. Pilhas de combustível com formatos e tamanhos variados são pesquisadas há décadas, mas dificuldades tecnológicas e problemas regulatórios impediram produtos de chegar ao mercado. Agora, pesquisadores podem estar perto de uma solução que funciona em dispositivos móveis.
Em termos simples, as pilhas a combustível convertem hidrogênio molecular (dentro da pilha) e oxigênio (no ar) em água, que elas liberam de volta ao ar sob a forma de vapor. O subproduto desta reação é a eletricidade. A reação química básica assemelha-se à que ocorre em uma bateria – envolvendo ânodos, catodos e eletrólitos – mas com alguns aprimoramentos. Em vez de exigir recarregamento via eletricidade, o que é ineficiente, uma pilha de combustível consome seu estoque de hidrogênio e pode ser reabastecida imediatamente, como um isqueiro de gás butano. Além disso, uma pilha de combustível pode durar mais do que uma bateria totalmente carregada. E, teoricamente, não causa poluição.
Atualmente, a maior parte da pesquisa sobre pilhas de combustível enfoca o metanol como fonte de hidrogênio e muitas grandes empresas, incluindo a Hitachi, a NEC e a Toshiba, construíram protótipos de pilhas projetados para dispositivos móveis que usam metanol líquido como combustível. Mas as empresas envolvidas optaram por adiar o lançamento da tecnologia até 2007 no mercado americano, em parte devido a regulamentações governamentais daquele país sobre transporte de metanol.
As primeiras pilhas de combustível a aportar nas lojas dos Estados Unidos provavelmente vão estar na Power Pack, da Medis Technologies (clique aqui mais mais informações), que é projetada para recarregar telefones celulares e outros dispositivos portáveis e cuja produção limitada terá início neste ano. A fonte de energia utiliza uma solução alcalina de hidreto de boro combinada com álcool, que, ao contrário do metanol, é aprovado para uso em aviões. Mas há quem afirme que o Power Pack não é uma verdadeira pilha de combustível porque não pode ser reabastecido.
Os Power Packs da Medis deverão estar disponíveis em lojas de varejo americanas no segundo semestre. Por 12 dólares a 20 dólares, um único Power Pack fornecerá cerca de 80 horas de tempo de execução em um iPod ou nove cargas inteiras de um telefone celular, promete a empresa.
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