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Os 10 piores games de todos os tempos

Emru Townsend, da PCW/EUA
08-11-2006

Pac-Man sem pizzas. Um maligno jogador de basquete esmagador de coisas. Sexo e violência em lugares inapropriados. O pior game já feito. Desde quando isso pode ser considerado entretenimento?

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Pac-Man sem pizzas. Um maligno jogador de basquete esmagador de coisas. Sexo e violência em lugares inapropriados. O pior game já feito. Desde quando isso pode ser considerado entretenimento?

É raro que uma lista deste tipo induza questões filosóficas. Mas foi exatamente isso que ocorreu quando a listagem dos piores jogos de todos os tempos fio solicitada. Conforme os games horríveis que foram lançados nos últimos 25 anos são recapitulados, percebe-se que cada um deles é ruim por um conjunto completamente diferente de motivos.

Então, o que especificamente torna o jogo ruim? Para ajudar a encontrar esta reposta, foram consultados alguns fãs da PC World. As respostas foram das mais variadas, bem como o excesso de indicados para lista dos piores games de todos os tempos. Alguns títulos tinham uma jogabilidade precária e mostram um grande desperdício de potencial. Outros nos provocavam questionamentos existenciais, ou pelo menos nos fizeram indagar o que os criadores estavam bebendo enquanto desenvolviam o jogo.

Os 10 piores jogos foram ranqueados com base em fatores complexos, precisos e científicos, procurando por coisas como jogabilidade ruim, estética grosseira, criadores sem a mínima idéia do que fazer, conceitos mal acabados e impacto negativo geral na humanidade; ainda foram considerados a quantidade de comentários impublicáveis recebidos sobre algum título em particular. Prepare-se.

O pior jogo de todos os tempos

1 - E.T.: The Extra-Terrestrial (Atari, 1982)
Plataforma: Atari 2600

Games ETCerca de um terço dos entrevistados chegaram com este título na ponta da língua e não é difícil identificar a razão. Não importa como seja classificado, E.T. foi um produto tenebroso que merecia ser enterrado (e ao que tudo indica o foi, tão rápido quanto seu lançamento).

Você deve se perguntar: como alguém consegue estragar o filme mais popular do ano usando o console de vídeo game número um da época? Através da combinação de planejamento pífio e otimismo desenfreado. A Warner Cominucations, então associada da Atari, selou o acordo para o desenvolvimento da adaptação do filme no verão de 1982, com o intuito de aproveitar a época das compras de Natal – lembrou do comercial de TV, com o E.T. vestido de Papai Noel? Não? Vamos refrescar sua memória. O resultado foi uma agenda muito apertada, que fez com que o programador Howard Scott Warshaw tivesse apenas 5 semanas para juntar as peças do jogo.

Depois disso, a empresa entrou em frenesi: com a expectativa das vendas, foram produzidos 4 milhões de cartuchos Atari.

Infelizmente para a Atari – e para quem teve a infelicidade de comprar o cartucho – o desenvolvimento às pressas ficou evidente na tela. Todos os que opinaram sobre o jogo destacaram os buracos em que o jogador, controlando o E.T., caía e podia depois levitar para sair dele, o que deixava o game pateticamente monótono. Não houve nenhum comentário sobre o fato de o game ser imprimível, exceto este: “Famosamente ruim”.

A aposta da Atari ainda não foi saldada. Menos de 40% dos cartuchos foram vendidos, o que causou um rombo financeiro que resultou na bancarrota da Atari em 1984.

A história do E.T. não termina por aí. Em 1983, diante dos milhões de jogos E.T. não vendidos, somados ao considerável inventário de cartuchos inutilizáveis, a Atari optou por uma solução inapropriada do ponto de vista ambiental: a empresa os atirou num deposito de lixo municipal em Almogordo, Novo México, onde eles foram esmagados, enterrados e cobertos com uma camada de cimento. O incidente foi relatado no New York Times e gerou protestos e leis das autoridades municipais.

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